Política / Transparência

Três acabam detidos durante Operação Meteoro por porte ilegal de armas

Pai, sogro e empresário foram levados para delegacia

Evelin Cáceres Publicado em 10/08/2016, às 15h45

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Pai, sogro e empresário foram levados para delegacia

O pai e o sogro do prefeito Vagner Vilela (PDT) foram detidos nesta quarta-feira (10) durante a Operação Meteoro por porte ilegal de arma de fogo. Um dos 15 empresários investigados também foi conduzido para a delegacia por ter munições guardadas em casa.

Segundo a delegada Ana Cláudia Medina, o pai e o sogro estavam com armas de calibre 38 e 22, respectivamente, guardadas em casa. Eles não possuem porte.

Todos foram encaminhados em flagrante para a delegacia.

A operação

Desde a madrugada desta quarta-feira (10) cerca de 40 policiais civis da Capital deflagraram a operação na cidade com busca e apreensão na Prefeitura, Câmara de vereadores da cidade e comércios. Ao todo, são cumpridos 20 mandados.

A suspeita de improbidade administrativa motivou um pedido de busca e apreensão no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com cautelar deferida para ser cumprida nesta quarta. A operação conta com o apoio do Garras, Denar, Derf e Decon.

A denúncia noticia diversos atos de improbidade imputados ao atual prefeito da cidade "em conluio criminoso" com vereadores do município e ainda gestores públicos e privados do Estado.

Em razão do foro privilegiado, as denúncias de fraude em licitação, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, peculato, emprego irregular de verbas públicas, corrupção, passiva, advocacia administrativa, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa seguem sob sigilo.

Em parceria, empresários e poder público estariam prejudicando o comércio local ao superfaturar obras, direcionar tráfico de influência, e outras irregularidades em borracharias, transporte escolar, obras, assistência social, merenda escolar, frota, locação de veículos, recuperação de estradas, informática, alimentação, saúde e despesas oficiais.

A investigação corre desde dezembro de 2015.

Jornal Midiamax