Política / Transparência

Policiais fecham rua em frente à Prefeitura durante Operação Meteoro

20 mandados de busca e apreensão são cumpridos 

Evelin Cáceres Publicado em 10/08/2016, às 12h40

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20 mandados de busca e apreensão são cumpridos 

A rua da Prefeitura de Jaraguari, distante 47 quilômetros de Campo Grande, foi fechada pelos policiais civis nesta quarta-feira (10) durante a Operação Meteoro, que cumpre 20 mandados de busca e apreensão de documentos.

Muitas pessoas da cidade de pouco mais de 6 mil habitantes foram ao local acompanhar a movimentação. Pouco tempo depois, após as pessoas se dispersarem, a rua foi reaberta. No momento, a delegada titular da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) Ana Cláudia Medina ouve o prefeito da cidade, Vagner Gomes Vilela.

 Desde a madrugada desta quarta-feira (10) cerca de 40 policiais civis da Capital deflagraram a operação na cidade com busca e apreensão na Prefeitura, Câmara de vereadores da cidade e comércios. Ao todo, são cumpridos 20 mandados.

A suspeita de improbidade administrativa motivou um pedido de busca e apreensão no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com cautelar deferida para ser cumprida nesta quarta. A operação conta com o apoio do Garras, Denar, Derf e Decon.

A denúncia noticia diversos atos de improbidade imputados ao atual prefeito da cidade "em conluio criminoso" com vereadores do município e ainda gestores públicos e privados do Estado.

Em razão do foro privilegiado, as denúncias de fraude em licitação, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, peculato, emprego irregular de verbas públicas, corrupção, passiva, advocacia administrativa, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa seguem sob sigilo.

Em parceria, empresários e poder público estariam prejudicando o comércio local ao superfaturar obras, direcionar tráfico de influência, e outras irregularidades em borracharias, transporte escolar, obras, assistência social, merenda escolar, frota, locação de veículos, recuperação de estradas, informática, alimentação, saúde e despesas oficiais.

A investigação corre desde dezembro de 2015.

Jornal Midiamax