Política / Transparência

Empresas paralisam operação tapa-buraco em Campo Grande

Elas alegam defasagem no valor pago pela Prefeitura

Diego Alves Publicado em 05/04/2016, às 00h28

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Elas alegam defasagem no valor pago pela Prefeitura

Duas das cinco empresas que prestam o serviço de tapa-buraco em Campo Grande suspenderam as atividades no final do mês passado e início deste mês. A Gradual Engenharia e Diferencial Engenharia alegam defasagem no valor pago pela prefeitura em relação à prestação de serviço.

O argumento das empresas é o aumento no valor da tonelada do produto do asfalto utilizado no tapa-buraco. Segundo a Prefeitura, a Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) está analisando as notificações entregues pelas empresas.

Atualmente quem ainda presta o serviço são a Selco Engenharia, Pavitec e Wala Engenharia. De acordo com informações preliminares, estas empresas também podem parar com os serviços.

Em janeiro deste ano, o Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande) denunciou que mais de 30 operários da construtora Selco Engenharia estão sem receber rescisões contratuais desde novembro de 2015.

As empresas estariam passando por problemas financeiros principalmente após a operação Lama Asfáltica. O motivo seria por causa da queda drástica do valor pago pelo serviço antes da operação Lama Asfáltica em comparação ao que é pago atualmente.

As investigações sobre suspeita de corrupção no serviço de manutenção das vias públicas de Campo Grande levaram a justiça a decretar a indisponibilidade de R$ 315 milhões em bens de 21 investigados. Estão na lista o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho, os ex-secretários de Obras, João Antônio de Marco, Semy Ferraz e Valtemir Alves de Brito, além de servidores e empreiteiros.

Segundo os promotores de Justiça, aconteceram irregularidades na contratação de pequeno grupo de empresas, danos que custaram aos cofres públicos mais de 372 milhões até janeiro de 2015. Somente a Selco abocanhou R$ 28,7 milhões até junho do ano passado, todos devido a obras do tapa-buracos feitos em Campo Grande. A Selco é a empresa responsável pelo famoso “tapa-buraco” fantasma”, registrado em vídeo divulgado pelo  em janeiro do ano passado.

Jornal Midiamax