Política / Transparência

Construção prédios do Complexo da Gameleira é prorrogada por um ano

Obras iniciadas em 2014 tinham prazo de 270 dias para serem concluídas

Joaquim Padilha Publicado em 07/07/2016, às 12h16

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Obras iniciadas em 2014 tinham prazo de 270 dias para serem concluídas

Após vistorias dos técnicos do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) nas construções das novas unidades prisionais do Complexo da Gameleira, em Campo Grande, na semana passada (30), a Agesul publicou nesta quinta-feira (7) novos prazos para a construção dos prédios da ala masculina, que deverão ser adiados por até mais um ano.

Os prazos dos contratos com as construtoras Engepar e Construtora Industrial, responsáveis pelos novos prédios do presídio, foram estendidos em 196 e 365 dias, respectivamente. Os contratos iniciais foram assinados em 2014, com previsão de conclusão em até 270 dias.

A Engepar também teve o contrato, que teve valor inicial de 18,4 milhões, aditivado em mais R$ 696.466,96. A previsão é que a construção do prédio responsável pela empresa seja concluída até 31 de dezembro deste ano. A Agesul ainda publicou um reconhecimento de dívida à empresa, no valor de R$ 163.320,95, resultada de atrasos em reajustes.

Nas obras, que compreendem dois prédios masculinos com um total de 603 vagas para presidiários, além de uma unidade feminina com 407 vagas, já foram investidos R$ 52,2 milhões, como afirma a assessoria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). A maior parte dos recursos são oriundos do governo Federal.

A construção dos novos prédios faz parte da proposta do Governo do Estado para minimizar a superlotação dos presídios públicos, com a ampliação de mais de 1.613 vagas em todo o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul. Atualmente, 16 mil presidiários ocupam as cadeias do Estado, sendo que mais de 5,8 mil são advindos do tráfico.

(Sob supervisão de Evelin Araujo)

Jornal Midiamax