Política / Transparência

Começa com atraso audiência que tenta por fim a impasse sobre obra do Aquário

Expectativa do governo é que se chegue a um acordo

Guilherme Cavalcante Publicado em 21/01/2016, às 18h33

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Expectativa do governo é que se chegue a um acordo

Teve início na tarde desta quinta-feira (21) a reunião entre a empreiteira Egelte e o governo do Estado, que poderá decidir o futuro nebuloso das obras do Aquário do Pantanal, paralisadas desde o dia 16 de novembro de 2015. A audiência ocorre no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e estava marcada para as 14h, mas iniciou com atraso.

O proprietário da Egelte, o empresário Egidio Vilani Comin, chegou ao TJ acompanhado de dois advogados e não quis dar declarações. Já o titular da Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura), Ednei Marcelo Miglioli, compareceu seguido por advogados da PGE (Procuradoria Geral do Estado). À imprensa, Miglioli declarou que a expectativa de audiência é de que finalmente haja um acordo. "Nós queremos tocar esta obra e esperamos que a Justiça possa nos ajudar nisso", declarou o secretário.

O imbróglio se estabeleceu quando a Egelte foi convocada a assumir a obra devido ao afastamento da Proteco, empresa de João Amorim Krampe, após recomendação do MPE (Ministério Público Estadual) em função das investigações da operação Lama Asfáltica. Os administradores da Egelte, no entanto, alegam que só assumem a obra após uma auditoria, porque desacreditam na competência técnica da empresa para tocar a obra. "Mas a prerrogativa de pedir uma auditoria é do governo, que só vai pedir caso entenda como necessário", acrescentou Miglioli.

Vale destacar que a Egelte foi a primeira colocada na licitação das obras do Aquário, sendo preterida em função da Proteco, durante a gestão do então governador André Puccinelli (PMDB).

Jornal Midiamax