Política / Transparência

Servidores reclamam de corte em linhas de ônibus para o Parque dos Poderes

Trabalhadores também suspeitam de superfaturamento

Midiamax Publicado em 17/04/2015, às 13h07

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Trabalhadores também suspeitam de superfaturamento

Servidores estaduais que trabalham no Parque dos Poderes, se reuniram na manhã desta sexta-feira (17), na Governadoria, para reclamar sobre a substituição do ônibus exclusivo por linhas convencionais. No último dia 10, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou mudanças no transporte e disse que havia um gasto de R$ 840,00 mensais para cada um dos 419 trabalhadores beneficiados, o que foi contestado pelos funcionários públicos.

Os servidores afirmam que um estudo realizado por uma empresa particular de transporte coletivo mostra que o gasto seria de R$ 240,00 mensais, ou seja, R$ 600,00 a menos do que foi anunciado pelo governo estadual. “Os valores não batem e não houve nenhum comunicado informando sobre a mudança”, afirmam funcionários que preferiram não se identificar.

Os trabalhadores também acreditam que a melhor solução seria a extensão das linhas, como sugere o funcionário público João Ximenes. “O governo não deveria ter cortado e sim buscado alternativas. Uma delas poderia ser a extensão de cada linha”, afirma.

O secretário da SAD (Secretaria de Estado de Administração), Carlos Alberto de Assis, observa que a substituição da linha exclusiva por ônibus convencionais gera uma economia significativa. Antes, o governo gastava R$ 4,2 milhões por ano. Com a modificação, a contrapartida estadual passa a ser de R$ 362 mil, ou seja, R$ 72 por servidor ao mês, para atender quatro mil funcionários públicos.

“Pensamos em um meio de economizar, mas sem perder a eficiência. Também chegamos à conclusão de que não se pode privilegiar 419 em detrimento de quatro mil que já utilizam o transporte”, destaca.

O benefício da linha exclusiva será suspenso no dia 30 de abril. A partir do dia 15 a linha convencional da  Assetur (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano da Capital) passará a atender os quatro mil servidores, gerando economia de R$ 3,8 milhões.

A assessoria de comunicação do Estado afirma que foi estabelecida uma Comissão para avaliar o funcionamento do sistema. A avaliação será realizada por um período de 90 dias.

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