Política / Transparência

Reinaldo prorroga auditoria que determinará futuro do Aquário do Pantanal

Governador analisa uso de recursos na obra por meio da auditoria

Evelin Cáceres Publicado em 06/04/2015, às 12h53

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Governador analisa uso de recursos na obra por meio da auditoria

Após anunciar no início do ano que não faria uso irracional do dinheiro deixado para finalizar o Aquário do Pantanal, que já ultrapassou os R$ 200 milhões em gastos, o governador Reinaldo Azambuja prorrogou nesta segunda-feira (6) por mais 90 dias a auditoria na obra.

A comissão temporária de auditoria, que conta com dez membros, já atua há 90 dias e deve estender os trabalhos pelo mesmo tempo. São seis membros indicados pelo governo do Estado, sendo um representante da Secretaria de Governo, da Infraestrutura, dois do Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico e um da Procuradoria-Geral do Estado. Os quatro membros convidados são do Ministério Público , do Tribunal de Contas, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e do CAU.

Em janeiro, o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, informou que a comissão que realiza uma auditoria nas obras do Aquário deliberou pela continuidade das obras, mas com outro cronograma de serviços.

Auditoria

Logo que iniciou o mandato, o governador anunciou a criação dessa comissão. O objetivo é saber se o que já havia sido feito pelo governo anterior estava correto e, também, se os recursos deixados em um fundo seriam suficientes.

“Vamos fazer uma auditoria para reconhecer se o que foi feito está bem feito, dentro dos custos racionais, e se o que falta dá para ser concluído com os R$ 34 milhões que ficaram em uma conta do Fundo de Compensação Ambiental”, explicou o governador, na época.

O tucano ressaltou, ainda, que o fato de ter dinheiro reservado não significa que o governo terá de concluir, de imediato, o projeto. “Não é porque ficou dinheiro que somos obrigados a gastar. Vamos gastar com segurança jurídica para o Estado. Até porque esta é uma obra que começou avaliada em R$ 87 milhões e, pelas informações, hoje já passa de R$ 200 milhões. Precisamos de segurança para o Estado”, concluiu, na ocasião.

Jornal Midiamax