Política / Pimenta

Suposto sócio oculto em casa de shows, servidor é suspeito de perseguir prostitutas em Campo Grande

Dificuldade para registrar o caso assustou prostitutas, que estudam ação trabalhista em Campo Grande

Da Redação Publicado em 23/11/2021, às 09h20

Após peregrinar em órgãos onde não conseguiram ajuda, vítimas estudam levar o caso à Justiça Trabalhista
Após peregrinar em órgãos onde não conseguiram ajuda, vítimas estudam levar o caso à Justiça Trabalhista - (Ilustração sobre reprodução, Web)

Trazidas para trabalhar como prostitutas em Campo Grande, mulheres garantem que viraram alvo de perseguição por parte de servidor público que, em cargo privilegiado, seria sócio oculto de casa de shows e conhecedor de verdadeira rede de prostituição.

As acusações são graves e revelariam envolvimento com agiotagem, descaminho de bebidas alcoólicas e tráfico de drogas. Além disso, pelo cargo que ocupa, estariam configurados os ilícitos de advocacia administrativa, prevaricação e improbidade.

Mesmo assim, juram que não conseguem sequer registrar oficialmente o caso quando citam o nome que deveria constar como 'autor' na papelada. Se dizem amedrontadas após intimidação e estudam agora como levar a situação à seara trabalhista.

Ação trabalhista para jogar tudo no ventilador

"Os elementos já indicam que este senhor se vale da autoridade que a investidura do cargo público confere para intimidar as garotas e temos como comprovar o vínculo trabalhista, na pior das hipóteses. Temos jurisprudência com um caso em Piracicaba muito parecido. Assim como minhas clientes, a reclamante lá havia sido contratada para ser dançarina e garota de programa, além de atuar como acompanhante de clientes para aumentar a venda de bebidas na casa noturna", explica advogado empolgado.

Segundo ele, o caso tem indícios de exploração e condição análoga à escravidão. As prostitutas foram trazidas para Campo Grande após serem contratadas em cidades fora de MS e chegaram já devedoras com custos de transporte, alojamento e alimentação.

Quando foram reclamar, as acompanhantes descobriram que o 'sócio do patrão' anda armado e 'segura a bronca'.

Desta forma, as profissionais do sexo acham que a eventual denúncia trabalhista, mesmo no caso de relação de trabalho para prostituição, seria uma forma de 'espalhar' as denúncias dos ilícitos relatados na inicial com endosso federalizado.

"É uma forma de contornar esse bloqueio que elas enfrentam devido ao fato de um suposto sócio oculto do reclamado ocupar cargo público de destaque no setor da segurança pública", afirma o advogado.

Prostitutas para visitantes em Campo Grande 

Mal esfria um escândalo, e outro caso deve enterrar de vez a moral de grupo que tenta se segurar como pode no controle de instituição cujos bastidores têm vínculos íntimos com o crime organizado em Mato Grosso do Sul.

Para instruir a inicial, ampla documentação relata noitadas do suspeito na companhia do suposto sócio oculto. Acontece que o sujeito, antes de assumir cargo que tenta segurar, passou uma temporada solteiro e aproveitou.

Haveria ainda prints de aplicativos de mensagens onde o sujeito 'encomenda' acompanhantes para 'agradar' figurões e colegas do interior em visitas a Campo Grande, além de combinar entregas de 'produtos' para abastecer os negócios...

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