Política / Justiça

Acusado de matar a ex-companheira reclama de ‘demora da justiça’ e pede liberdade

Acusado matou e jogou corpo da ex-companheira em rio

Wendy Tonhati Publicado em 10/08/2017, às 15h09

None

Acusado matou e jogou corpo da ex-companheira em rio

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou pedido de habeas corpus, com pedido de liminar, de Alex Armindo Anacleto de Souza, 34 anos, acusado de matar a ex-companheira Isis Caroline da Silva, 24 anos, em junho de 2015. 

Souza é representado pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. No pedido, o defensor sustenta que “a despeito do longo tempo de prisão cautelar, o processo ainda não teve a instrução encerrada, o que configura evidente constrangimento ilegal por excesso de prazo na formação da culpa, devendo ser relaxada a prisão preventiva”. 

O relator do processo, desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques, da  afirma não vislumbrar os requisitos necessários à concessão da tutela de urgência, sendo indispensável a análise das informações a serem prestadas pela autoridade coautora e a manifestação do Ministério Público. 

“Neste exame inicial dos fatos, não se verifica desídia ou inércia do magistrado a quo na condução da ação penal, de modo que o processo aparentemente segue seus trâmites regulares. Indefiro o pedido de liminar formulado em favor de Alex Armindo Anacleto de Souza”. 

O suspeito foi preso na tarde do sábado, em Três Lagoas, e transferido para Campo Grande.

Assassinato

A jovem saiu de casa, no dia 1 de junho de 2015, para colocar o lixo e deixou as duas filhas sozinhas. O Conselho Tutelar foi acionado pelos vizinhos e um boletim de ocorrência de desaparecimento foi registrado.A morte de Isis Caroline foi o primeiro assassinato de mulher a ser enquadrada na Acusado de matar a ex-companheira reclama de ‘demora da justiça’ e pede liberdade

A jovem foi encontrada morta nas águas do Rio Mutum, na zona rural de Ribas do Rio Pardo, município a 100 quilômetros de Campo Grande, cinco dias depois. No mesmo dia, o acusado foi preso em Três Lagoas, e transferido para Campo Grande

Na época, Souza alegou que não forçou a mulher a sair com ele, nem mesmo foi o responsável por deixar as duas filhas dela trancadas em casa. “Foi ela quem me procurou e marcou um lugar para o encontro. Depois viajamos para Ribas do Rio Pardo, bebemos em um bar e fomos para o rio, onde tudo aconteceu”, diz.

Jornal Midiamax