Desde que o vereador Papy (PSDB) assumiu a presidência, a Câmara de Campo Grande deixou de transmitir sessões no Facebook. A última sessão transmitida na rede social oficial aconteceu em 12 de dezembro, quando os vereadores encerraram o ano legislativo de 2024.
O distanciamento do público acontece desde a troca de presidência na Casa de Leis. Assim, falta de transmissões no Facebook e instabilidade no Portal da transparência são características da nova gestão.
E como ficam os eleitores que querem acompanhar as atividades legislativas? Se antes a notificação do Facebook avisava sobre o vídeo online, agora, as sessões são transmitidas apenas pelo YouTube da Câmara.
A popularidade dos perfis pode ser comparada pelo número de seguidores. Enquanto no Facebook são 22 mil seguidores, o canal da Câmara no YouTube aglomera 4,2 mil seguidores.
Questionado pelo Jornal Midiamax sobre a interrupção das transmissões na rede social, o presidente da Casa se limitou a dizer: “Não tenho a informação, vou verificar”. A reportagem questionou o vereador na terça-feira (25). Contudo, até esta quinta-feira (27) não houve retorno para esclarecimento.

Portal fora do ar
Além disso, o Legislativo de Campo Grande está com o Portal da Transparência fora do ar. A falta de informações sobre a transparência de dados públicos da Casa de Leis pode permanecer até o fim de março. É o que aponta o presidente da Câmara, vereador Papy.
Porém, a Câmara Municipal de Campo Grande já pagou R$ 1.557.219,36 a casal de empresários donos de duas empresas responsáveis por gerenciar o sistema desde 2017.
Com os gastos do Legislativo indisponíveis, a reportagem obteve dados através das informações disponíveis nos diários oficiais da Câmara – que só estão disponíveis a partir do ano de 2017.
Conforme as informações disponíveis, em março de 2017, a Câmara firmou contrato de um ano com a empresa N&A Informática (CNPJ 07.700.699/0001-41).
O contrato ficou em vigor até 31 de março de 2024. Nesse tempo, recebeu diversos aditivos. Assim, seis anos depois, a Câmara pagou R$ 623.424,96 à empresa que tem Andréia Silva de Lima como proprietária.
A partir dessa data, a Câmara decide não abrir outra licitação e faz contrato com a empresa Nelson Ribeiro Bloch Alfonso – EPP (CNPJ 00.779.474/0001-83), que é de propriedade de empresário de mesmo nome, casado com Andréia. Então, a responsabilidade pelos serviços continua nas mãos da mesma empresa, porém com CNPJ diferentes.
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