Durante os preparativos para a COP30, que acontecerá em Belém no mês de novembro de 2025, autoridades e especialistas do Mato Grosso do Sul se reuniram nesta segunda-feira (24) para apontar as iniciativas que evidenciam a sustentabilidade dos sistemas produtivos do Estado e a preservação do bioma Pantanal.
O governador Eduardo Riedel (PSDB) destacou que, embora haja muitas pautas a serem apresentadas, dois eixos se destacam para a conferência: a sustentabilidade dos sistemas produtivos e a proteção do Pantanal.
Segundo Riedel, o Estado tem investido em sistemas produtivos com baixa emissão de carbono, o que contrasta com a imagem tradicional de que o agro brasileiro seria um grande emissor de carbono. “A gente tem muita amostração dos sistemas produtivos do Mato Grosso do Sul, vinculado a uma baixa emissão de carbono. Isso é muito fundamental, toda essa discussão que a gente tem, diretamente ligada à COP”, afirmou.
Outro ponto forte da agenda é o lançamento do Pacto Pantanal, que promete ser levado à COP como um exemplo de conciliação entre a produção agropecuária e a conservação ambiental. “A outra agenda é relativa ao bioma Pantanal. Nós temos, quinta-feira, o lançamento do Pacto Pantanal, que certamente nós vamos levar para a COP também como um eixo de conciliação entre os sistemas produtivos, a conservação daquele bioma, a conservação da biodiversidade”, explicou.
O presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, ressaltou o desafio que a presença do agro brasileiro representa na discussão climática internacional. Para ele, o principal objetivo é demonstrar que a produção agropecuária nacional é sustentável e contribui para a mitigação das mudanças climáticas.
“A ideia é sempre mostrar que a nossa agricultura e pecuária é sustentável. E que nós temos números pra isso. Tirar essa ideia, principalmente dos europeus, que a nossa produção não é sustentável, que nós produzimos muito carbono, e que na verdade é totalmente ao contrário”, afirmou Bertoni.
Diretora-executiva da Embrapa, Selma Beltrão, comentou sobre o papel estratégico da instituição no fortalecimento da ciência e na consolidação da agricultura agropecuária tropical. Segundo ela, o instituto tem sido crucial para o avanço das tecnologias e soluções que tornam os sistemas produtivos cada vez mais sustentáveis.
“É justamente mostrar como tem trabalhado o Brasil inteiro, o Mato Grosso do Sul é um dos nossos, está nos sistemas aqui, nos diversos setores, mostrando que o avanço de sistemas de produção, de tecnologias estão cada vez mais sustentáveis”, afirmou Selma. Ela ressaltou ainda que, mesmo diante de investimentos muitas vezes limitados, os projetos de pesquisa continuam evoluindo graças a parcerias com diversas instituições e com o governo estadual.
COP30
A COP30 é a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes), um encontro global anual onde líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil discutem ações para combater as mudanças do clima. É considerado um dos principais eventos do tema no mundo. A COP30 ocorrerá em novembro de 2025 na cidade de Belém, no estado do Pará, Brasil.
A COP30 representa uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar seu papel de liderança nas negociações sobre mudanças climáticas e sustentabilidade global. O evento permitirá ao país demonstrar seus esforços em áreas como energias renováveis, biocombustíveis e agricultura de baixo carbono, além de reforçar sua atuação histórica em processos multilaterais, como na Eco-92 e na Rio+20.