O suplente de vereador, Ronaldo Cardoso (Podemos) — alvo de operação contra tráfico em Mato Grosso do Sul — tinha material publicitário do deputado Pedro Caravina (PSDB). As revistas foram encontradas pela equipe do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos), que presta apoio à operação da Polícia Civil do Distrito Federal.
Ao Midiamax, o delegado e agora deputado admitiu que conhece o suplente. “Eu ajudei a organizar a chapa do Podemos. Ele disputou a eleição na chapa majoritária Beto Pereira”, disse.
Além disso, afirmou que a parceria poderia seguir até 2026, nas próximas eleições. “Alguns têm interesse em me ajudar no ano que vem na campanha se houvesse a eleição”, comentou sobre o próximo pleito.
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Material de mandato
Caravina negou que o material encontrado seja de campanha. “De campanha não. Eu sei que parece que tinha algumas revistas do mandato de prestação de contas”, pontuou.
Logo, afirmou: “ele [Ronaldo] não estava comigo na campanha passada, nem conhecia ele na campanha”. Conforme o deputado, houve distribuição da revista para diversos endereços.
“Isso que parece que encontrou com os exemplares da casa dele. E normal também porque ele efetivamente fazia parte do grupo político”. Por fim, disse que entregou o material aos “candidatos não só do Podemos, mas para o pessoal do PSDB. Foi distribuído em vários locais”.
Operação
Operação nacional da Polícia Civil contra o crime organizado prendeu o suplente do Podemos, Ronaldo Cardoso — o Ronaldo da Cab — nesta sexta-feira (28). Agora, o partido aguarda a investigação para analisar medidas contra o político que concorreu a uma cadeira na Câmara de Campo Grande na Eleição de 2024.
A operação acontece em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em MS, o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos) presta apoio à operação da Polícia Civil do Distrito Federal.
As equipes do Garras cumprem cinco mandados de busca e apreensão nas Moreninhas. As equipes cumprem seis mandados de prisão. No entanto, prenderam todos no Rio Grande do Norte.
Conforme apurado pelo Midiamax, as investigações também indicam a utilização de “familiares do traficante conhecido pelo codinome ‘Especialista’, residente em Mato Grosso do Sul” como testas de ferro.
Então, figurariam “como beneficiários de valores provenientes de traficantes do Distrito Federal e do chamado Núcleo Nordeste”. Além disso, “um desses familiares, identificado como suplente de vereador na cidade de Campo Grande/MS, ficou fora de circulação por aproximadamente dois meses. Sendo seu reaparecimento público registrado apenas em janeiro de 2024”.
Por fim, o trecho da investigação aponta que “a estrutura criminosa integrada por esses indivíduos é informalmente referida por integrantes de outros núcleos como pertencente ao ‘Núcleo SINALOA’, numa alusão à facção criminosa mexicana”.
Quem foi preso na operação:
- Thiago Gabriel Martins da Silva;
- Aline Gabriela Brandão;
- Ronaldo Cardoso;
- Pedro Jorge Martins da Silva.