A eleição para a presidência da UCVMS (União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul) acontece nesta quarta-feira (2), com duas chapas disputando o pleito. O certame acontece às 9h, em Campo Grande.
“Chegou o momento dos vereadores votarem num novo projeto. Por isso a gente é oposição; a gente não concorda com o que está lá hoje”, diz o vereador de Campo Grande, Junior Coringa (MDB), que compõe a vice-presidência da chapa de renovação.
“Hoje nós temos muito ex-vereador votando e poucas câmaras votando. Então nós queremos 79 câmaras votando, sendo votadas e participando da gestão da União das Câmaras, como acontece na Assomasul. E os ex-vereadores, para participar da União, eles têm que estar ativos e não só participar do processo eleitoral”, explica o parlamentar ao Jornal Midiamax.
Quem também integra a chapa e representa Campo Grande no pleito é o vereador Neto Santos (Republicanos). “Amanhã vai ser um ato democrático para que a gente possa escolher o futuro da União das Câmaras. A União das Câmaras é a união de todas as câmaras, e hoje não tem acontecido isso, já que só tem 31 câmaras filiadas […] e nós colocamos essa chapa da renovação, achamos que é o momento de ter uma renovação na União das Câmaras”, diz à reportagem.
O atual gestor, o vereador de Jateí Jeovani Vieira dos Santos (PSDB), disputa o cargo com o vereador de Dourados Daniel Júnior (PP). O Jornal Midiamax também acionou Jeovani e questionou sobre a expectativa para o pleito, mas até esta publicação, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Denúncias sobre a falta de prestação de contas
Ação que corre na Justiça de Mato Grosso do Sul implica ao presidente da UCVMS (União das Câmaras dos Vereadores de MS) irregularidades na prestação de contas na entidade no exercício de 2021.
Jeovani teria comprado de Whey Protein a espetinhos, aponta o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Conforme os autos do processo, o órgão aponta que o pagamento total foi de R$ 396.647,38, mas que R$ 164.164,81 tinham irregularidades.
Por isso, pede na ação o ressarcimento do valor irregular constatado por meio de relatórios. Vale ressaltar que Jeovani está à frente da União desde 2017. Durante as investigações do inquérito civil, o vereador não quis firmar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que previa a devolução dos valores e, por isso, o MP procedeu com o ajuizamento.
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