Após a morte de um morador, familiar e vereador se envolveram em bate boca em sessão ocorrida na última terça-feira (14) na Municipal de Aquidauana, cidade a 142 km de Campo Grande. Mulher foi chamada de mal-educada por parlamentar após manifestar ironia por ele não ter comparecido em velório do padrasto.

Conforme informado ao Jornal Midiamax, a mulher usou a tribuna da Casa para falar sobre o padrasto e em determinado momento do discurso, manifestou mágoa com um dos vereadores.

“Sem delongas, gostaria de agradecer um vereador específico, que ele [morador falecido] serviu fielmente por seis anos. Gostaria de agradecer, vereador, por todas as vezes que passou no trabalho dele e disse que fazia um bom trabalho, pela belíssima coroa de flores que mandou, pelo telefona para a viúva, por aquele acalento que mandou para os filhos no momento mais difícil […] e nessa parte estou sendo irônica”, disse.

A moradora também criticou a moção de pesar da Câmara Municipal que, segundo ela, veio tardia. “Ele gostaria de receber isso em vida. Quantas pessoas vocês não homenageiam em vida, não estou falando por mim, estou falando pela família toda”, afirmou.

O vereador em questão, Wezer Lucarelli (PSDB), deu resposta no plenário à moradora. “Eu vou tomar isso pela dor da perda. Essa mulher está sendo mal-educada com o Poder Legislativo. Eu não tenho problema em receber esse tipo de manifestação, mas eu acho uma manifestação covarde depois do que a Câmara fez. Em qualquer momento que você receber um agrado, seja grato”, disse.

Ao Jornal Midiamax, o vereador disse que não costuma frequentar velórios e que conhecia e prefere se lembrar do morador em vida. “Ele era um senhor muito bom. A Câmara atendeu o pedido de um vereador para que ela usasse a tribuna para falar do padrasto dela, ela deu a opinião dela e eu rebati”, pontuou.

Posteriormente, uma outra familiar do morador entrou em contato com o vereador e pediu desculpas pela fala da enteada na tribuna. “A família não é mal-educada a ponto de desrespeitar a memória e sentimentos do outro. Peço que por gentileza desconsidere esse despeito como família. Ele [morador falecido] estimava muito você como companheiro de carreira política”, escreveu.