Pular para o conteúdo
Política

De olho nos fundos de investimento, Riedel manda grupo analisar reforma: ‘problema mora nos detalhes’

Governador de MS afirmou que busca reduzir os impactos da reforma tributária para o Estado
Dândara Genelhú -
governador reforma
Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel. (Foto: Saul Schramm, Secom-MS)

Grupo dedicado à reforma tributária realiza reuniões para diminuir os impactos da reforma tributária em Mato Grosso do Sul. Assim, o governador Eduardo Riedel (PSDB) destaca posição favorável. “Reforço, o que a gente não pode perder de vista que a mudança de modelo é essencial para o país”, afirmou nesta sexta-feira (23).

Em conversa com a imprensa sul-mato-grossense, o governador afirmou que o grupo de trabalho formado para a reforma tributária irá trabalhar o final de semana. “Hoje eles estão debruçados e no final de semana, segunda-feira temos uma reunião”, adiantou.

Riedel vai até o Espírito Santo para tratar da reforma. “Volto e à noite a gente vai olhar todos os impactos em Mato Grosso do Sul diante do que está no relatório”, disse.

Após a análise, será realizada uma nova reunião com a bancada federal de MS. “Vamos reunir a bancada, porque esse relatório vai para o Congresso na outra semana, no dia 3 foi o compromisso que o presidente Lira fez com a gente”.

Disse que a atenção está voltada para fundos específicos de investimento, citou o Fundersul que “está preservado. O critério de manutenção dos incentivos fiscais era uma grande dúvida, uma grande questão. Estão preservados, não muda”, garantiu.

Detalhou que no caso do Fundersul, se trata de “R$ 1,5 bilhão que o Estado executa por ano com 8 mil quilômetros para pavimentar. O Estado pedindo competitividade através do capital privado e tem chegado. Como faz? Vamos parar esse processo? Andar 20 anos para trás?”, questionou.

Então, destacou que este é um dos motivos para atenção ao fundo. Outro ponto levantado pelo governador é o Fundo de Desenvolvimento Regional. Riedel questiona os critérios do tema. “A reforma, ela está boa, mas o problema mora nos detalhes”, pontuou.

Transição necessária

Ao grupo de jornalistas, o governador explicou que em 2029 é previsto o início da transição. “Em 2029 começa uma transição gradual até 2032, até a extinção, para o industrial e 2029 para o comercial mantém”.

Conforme o Riedel, o relator da proposta de reforma tributária foi aberto às pontuações dos gestores estaduais. “O relator ele foi sensível às várias reuniões que nós tivemos”.

Contudo, destacou que “o grande desafio é você prejudicar os estados perdedores o mínimo possível, gerar essa segurança e não desconfigurar a reforma”. Assim, disse que o conceito da reforma não pode ser desconfigurado. “Então vamos manter o ICMS”.

As discussões e inseguranças iniciais são fatores normais do processo, afirmou Riedel. “A mudança de modelo vai trazer isso, mas nós vamos brigar para proteger setores e estados. Agora isso não quer dizer que somos contra a reforma”, ressaltou.

Por isso, explicou que “estamos diante de uma transformação de modelo, então é natural que essas discussões ocorram”.

Autonomia do Estado

O governador de MS citou que circula uma discussão sobre a quebra de autonomia dos estados. “Eu não concordo”, disse.

“Tem muita gente falando: ‘O Estado vai ser um mero recebedor de mesada’. Eu sou um mero administrador de mesada que o cidadão sul-mato-grossense paga todo mês para o Estado”, explicou.

Assim, questionou sobre o papel do gestor: “É um mero ou eu tenho autonomia para gerir o recurso que vem?”. Logo, criticou e afirmou que “quem define o que vai fazer com o recurso é o gestor, junto com seus secretários. Então ele não é um mero recebedor de mesadas”.

Por fim, disse que o tempo de análise é rápido entre os secretários estaduais, já que o texto precisa voltar para a bancada e posteriormente para a Câmara dos Deputados. “Depois tem uma discussão no Senado que deve ficar para o segundo semestre”, lembrou.

Reunião

Eduardo Riedel (PSDB) realizou reunião com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP), na última quinta-feira (22). Outros governadores também participaram do encontro em .

A intenção foi proteger o Estado de perdas da receita e ter termos relacionados ao assunto prontos no texto original da reforma, que irá para votação. O coordenador da bancada, deputado federal Vander Loubet (PT), afirmou que todos estão de acordo com a reforma e a bancada de MS é favorável à proposta.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais
jogo

Game desenvolvido em MS usa realidade virtual para combater a dengue

Mulher que cometeu latrocínio contra idoso em Porto Murtinho vai continuar presa

Com 426 ações de extensão, relatório diz que UFGD contribui para avanços estratégicos da região

ministro corumbá

Ministro Wellington Dias chega a Corumbá para agenda nesta sexta-feira

Notícias mais lidas agora

detran direitor

Ex-diretor do Detran-MS é absolvido por supostas contratações irregulares

ferveu

VÍDEO: Ônibus ‘ferve’ e atrasa passageiros no Terminal Morenão

Mais de uma década depois, juiz inocenta 11 em sentença da Coffee Break

Após prévias, George Clooney estreia sua peça na Broadway com apoio de estrelas

Últimas Notícias

Cotidiano

Despejados de prédio no São Jorge da Lagoa se mobilizam na sede da Emha por moradia

Moradores foram orientados a se inscreverem no programa de auxílio moradia

Le Blog Maria Antonia

Van Damme é acusado de ter relações sexuais com romenas vítimas de tráfico humano

As investigações de envolvimento de Jean-Claude Van Damme em um caso internacional de tráfico humano e sexual apontaram que o ator tinha conhecimento das condições das vítimas. O ator está sendo investigado por, supostamente, ter recebido “de presente” cinco mulheres romenas que teriam sido traficadas. O “encontro” sexual entre o astro belga e as mulheres … Continued

Famosos

Morre o ex-tenista Ivan Kley, pai do cantor Vitor Kley, aos 66 anos

Pai do cantor Vitor Kley, Ivan Kley morreu na última quinta-feira (03), em Itajaí, Santa Catarina; ele deixa a esposa e dois filhos

Esportes

Daniel Alves recupera passaportes e pode retornar ao Brasil após ser absolvido pela Justiça

Daniel Alves passou dois anos na Espanha, sendo parte desse período na prisão