Vereadores da Comissão de Educação de Campo Grande reclamaram durante a sessão desta terça-feira (8) que o Executivo não encaminhou até o momento projetos de reajuste do salário dos administrativos da Educação e da eleição dos diretores escolares.

As propostas precisam ser encaminhadas pela Prefeitura de Campo Grande, por serem de iniciativa do Poder Executivo. No entanto, apesar de inúmeras ligações e reuniões, os projetos não chegam na Casa.

“Peço que a prefeita Adriane Lopes se sensibilize. É o pessoal que recebe abaixo do salário mínimo, os mais carentes. Não tem problema nenhum alguém receber mais, mas e os administrativos da educação?”, questionou o vereador Marcos Tabosa (PDT).

Professor Juari (PSDB) disse que a equipe da prefeitura também tinha se comprometido em encaminhar o projeto para alterar a Lei Municipal 6.023, que muda regras para eleição dos diretores, alterando o tempo de cinco para quatro anos de administração.

Para o vereador Valdir Gomes (PSD), nem há mais tempo útil para votar o projeto. “Inês é morta. Mexer agora com um projeto desses é imoral. Os diretores já se inscreveram, já vão concorrer por essas regras atuais”, opinou.

No entanto, Juari discordou. “Vossa excelência não pode trazer para ele uma situação para resolver. Também fazem parte da comissão Riverton, Ronilço, Beto. Nós ouvimos o que a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) está pedindo, que é a mudança”, disse.

Reuniões

Desde maio deste ano, vereadores se reúnem com o então secretário de Gestão do município, Agenor Mattiello, para discutir a questão que afeta cerca de 6 mil servidores. Na ocasião, a prefeitura teria pedido um prazo de 30 dias para apresentar uma proposta, no entanto, o prazo expirou e ainda seguiu sem uma solução.

Na época, Valdir reforçou que a preocupação quanto ao patamar salarial e em relação à aposentadoria a qual terão direito no futuro.

“Não houve uma correção de uns cinco anos para cá”, disse Valdir Gomes, em entrevista ao Jornal Midiamax no dia 24 de maio deste ano.

Entre os servidores afetados na hora de se aposentar, estão merendeiras, zeladores e outras funções. A comissão criada na Câmara Municipal pede também um estudo para regularizar a situação trabalhista.