Além dos três conselheiros do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul), dois servidores e um ex-servidor foram afastados. A chefe de gabinete do conselheiro Ronaldo Chadid — também afastado —, é um dos alvos da operação da PF (Polícia Federal).

Assim, Thais Xavier Ferreira da Costa e o servidor Douglas Avedikian foram afastados. O ex-servidor Parajara Moraes Alves Júnior também está entre os investigados.

A PF confirmou o afastamento de três conselheiros do TCE-MS na manhã desta quinta-feira (8), após a deflagração da Operação Terceirização de Ouro. Então, os conselheiros Iran Coelho das Neves, Waldir Neves Barbosa e Ronaldo Chadid foram afastados das funções.

Entre os conselheiros afastados está o presidente do TCE-MS, Iran Coelho. A assessoria de imprensa do TCE confirmou que agentes estão no local, mas informou que só se posicionaria após ter acesso à investigação.

Operação no TCE-MS

Policiais federais cumprem 30 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e mais quatro cidades brasileiras. Então, o principal contrato investigado supera a quantia de R$ 100 milhões.

As investigações apontaram uso de pessoas jurídicas vinculadas à participação no certame para contratação de empresas com licitações fraudulentas. Entre as estratégias utilizadas para vencer as licitações, estavam agilidade na tramitação do procedimento.

Além de exigência de qualificação técnica desnecessária ao cumprimento do objeto. Por fim, faziam contratação conjunta de serviços completamente distintos em um mesmo certame e apresentação de atestado de capacidade técnica falsificado.

Essa é a segunda vez que o órgão é alvo da Polícia Federal. Em junho de 2021, a Operação Mineração de Ouro cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Sidrolândia, Brasília e Distrito Federal.

Assim, as investigações tiveram início a partir de informações obtidas no âmbito da Operação Lama Asfáltica. Foi apurado o envolvimento de servidores públicos do Estado do Mato Grosso do Sul com um grupo de empresários em fraudes relacionadas a procedimentos licitatórios, obras superfaturadas e desvio de recursos públicos.