Política

Vereador e pastor, tucano ignora pandemia e lota cultos na fronteira de MS

Em meio à pandemia do coronavírus em Ponta Porã, cidade que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, pastor que também é vereador de primeiro mandato pelo PSDB, Mauro Ortiz Neves, segue realizando cultos lotados em Ponta Porã, enquanto o comércio e a população em geral têm restrições. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o […]

Marcos Morandi Publicado em 11/02/2021, às 13h26 - Atualizado às 18h39

Fiéis lotam igreja de pastor e vereador em plena pandemia. (Foto: Redes sociais)
Fiéis lotam igreja de pastor e vereador em plena pandemia. (Foto: Redes sociais) - Fiéis lotam igreja de pastor e vereador em plena pandemia. (Foto: Redes sociais)

Em meio à pandemia do coronavírus em Ponta Porã, cidade que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, pastor que também é vereador de primeiro mandato pelo PSDB, Mauro Ortiz Neves, segue realizando cultos lotados em Ponta Porã, enquanto o comércio e a população em geral têm restrições.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o pastor, sem proteção de máscara, em pregação religiosa na cidade com fieis se acotovelando no templo. Em seu perfil no Facebook, há inclusive um vídeo postado pelo político no início de janeiro, em que a aglomeração é evidenciada.

As aglomerações lideradas pelo pastor e vereador Mauro se contrapõem ao cenário existente na cidade em relação à pandemia do coronavírus. Somente nesta quarta-feira (10) a cidade que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, registrou mais 102 novos casos.

Dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde) indicam que a Ponta Porã já contabiliza 3.809 infectados. Além disso, o boletim epidemiológico também mostra que a cidade tem 78 óbitos em decorrência de complicações da Covid-19.

O que diz o vereador

Procurado pela reportagem do Jornal Midiamax, o pastor e vereador tucano afirmou que “a nossa igreja é um lugar de refúgio e de resgate, mães que estão com seus filhos perdidos pelo tráfico, pelos vícios, vêm agradecer e às vezes não consigo conter”, justifica ele.

Mauro Ortiz também declarou que além da mães e famílias que procuram sua igreja para agradecer, “outras pessoas chegam atrás de milagres”. Ele disse ainda, que “talvez os que me criticam hoje, ainda não precisam de milagres, mas quando precisar as portas estão abertas seguindo todos os protocolos”.

Jornal Midiamax