Política

Troca na Saúde é difícil por ‘equívocos’ de Bolsonaro, diz Simone Tebet

Em meio ao momento mais crítico da pandemia de Covid-19, o governo federal estuda trocar de novo o comando do Ministério da Saúde. Na avaliação da senadora Simone Tebet (MDB-MS), achar um substituto para Eduardo Pazuello será difícil. “Tivemos a Dra. Ludhmila [Hajjar], uma profissional respeitada, que apoia a ciência, mas ela recusou. O presidente […]

Adriel Mattos Publicado em 15/03/2021, às 15h49 - Atualizado às 16h06

Senadora Simone Tebet durante sessão remota do Senado. (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Senadora Simone Tebet durante sessão remota do Senado. (Foto: Pedro França/Agência Senado) - Senadora Simone Tebet durante sessão remota do Senado. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Em meio ao momento mais crítico da pandemia de Covid-19, o governo federal estuda trocar de novo o comando do Ministério da Saúde. Na avaliação da senadora Simone Tebet (MDB-MS), achar um substituto para Eduardo Pazuello será difícil.

“Tivemos a Dra. Ludhmila [Hajjar], uma profissional respeitada, que apoia a ciência, mas ela recusou. O presidente insiste em equívocos e se ela não aceitou, dificilmente achará alguém da linha do Pazuello”, comentou, em referência à posição de Jair Bolsonaro contra o isolamento social, uso de máscara e demais medidas sanitárias.

Simone lembra ainda que outra mudança prejudica a rotina do ministério. “Eu já fui gestora, sei que é difícil trocar o pneu com o carro andando. Quem assume, precisa conhecer a área. E não adianta nada trocar um pneu gasto por outro”, avalia.

A parlamentar criticou ainda a inexperiência de Pazuello na área. “Quando ele foi convidado a ir ao Senado, ele não soube me responder em quanto tempo a população de 60 anos seria vacinada. Ele não é da área, não entende de saúde”, finalizou.

Imbróglio

Atingido diretamente pelo desgaste do general de Exército na Saúde, Bolsonaro está cogitando substitui-lo. A demissão de Pazuello chegou a ser anunciada, mas ele negou que esteja de saída agora.

A cardiologista Ludhmila Hajjar recusou o convite, por discordar do presidente em questões como isolamento e o “tratamento precoce”, medida que inclui medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença.

Jornal Midiamax