Política

Tereza Cristina considera saída do DEM 'difícil', mas não descarta seguir Bolsonaro

Ministra da Agricultura diz que permanência ou não no partido depende de 'desenho de apoio' ao presidente

Aliny Mary Dias e Lucas Mamédio Publicado em 04/09/2021, às 10h49

Ministra participa de lançamento de programa Agro Fraterno, em Campo Grande
Ministra participa de lançamento de programa Agro Fraterno, em Campo Grande - Foto: Marcos Ermínio, Midiamax

Enquanto aguardam a definição da migração de partido do presidente Jair Bolsonaro, lideranças com apoio declarado ao presidente também podem mudar de legenda. Esse é o caso da Ministra da Agricultura Tereza Cristina, deputada federal pelo DEM e uma das lideranças do partido no Estado. Em evento em Campo Grande neste sábado (4), a ministra disse ao Jornal Midiamax que a sua saída depende de articulações relacionadas ao apoio de Bolsonaro.

Cotada como um dos nomes do DEM na disputa a cargos federais e até ao Governo do Estado no próximo ano, Tereza diz que permanece no debate antecipado, mas que ainda não se decidiu sobre 2022. "É natural que o debate seja antecipado, eu estou avaliando as conjunturas e dependo do diálogo com o presidente Bolsonaro porque sou ministra dele".

Uma das hipóteses ventiladas sobre o futuro partido do presidente é a filiação ao PP. Com isso, lideranças como Tereza Cristina também poderiam migrar para a legenda.

Sobre essa possibilidade, Tereza afirma que mantém conversas com ACM Neto, presidente nacional do DEM, e que considera sua saída do partido "difícil porque não tem janela para isso" e também porque tem apoio do partido. Contudo, a ministra não descarta seguir o presidente em direção a outro partido. 

"Único motivo que eu teria para sair seria no desenhar [...] como é que ficaria o apoio ao presidente Bolsonaro, porque eu trabalho com ele e a minha conduta é apoiá-lo caso ele seja candidato", completou Tereza.

A ministra está em Campo Grande desde esta sexta. Nesta manhã, ela participa de lançamento do programa nacional Agro Fraterno, na sede da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). 

Jornal Midiamax