Política

Sou contra o ‘fecha tudo’, pois existe risco financeiro, diz deputado Cabo Almi

O deputado estadual Cabo Almi (PT) se posicionou contra o fechamento do comércio em Campo Grande na próxima semana, para evitar o avanço da pandemia do novo coronavírus. Ele afirmou existir risco financeiro aos empresários, com a medida. Após reunião com secretariado na tarde da última quinta-feira (18), o prefeito Marquinhos Trad (PSD) determinou a […]

Renata Volpe Publicado em 19/03/2021, às 12h01 - Atualizado às 12h06

Deputado estadual, Cabo Almi (PT). (Luciana Nassar, ALMS)
Deputado estadual, Cabo Almi (PT). (Luciana Nassar, ALMS) - Deputado estadual, Cabo Almi (PT). (Luciana Nassar, ALMS)

O deputado estadual Cabo Almi (PT) se posicionou contra o fechamento do comércio em Campo Grande na próxima semana, para evitar o avanço da pandemia do novo coronavírus. Ele afirmou existir risco financeiro aos empresários, com a medida.

Após reunião com secretariado na tarde da última quinta-feira (18), o prefeito Marquinhos Trad (PSD) determinou a antecipação de feriados na semana que vem.

De acordo com o prefeito, dos dias 22 a 26 de março, a partir da próxima segunda-feira até sexta-feira, serão antecipados feriados dos dias 2 e 21 de abril, 3 de junho, 26 de agosto e 7 de setembro. Nestes dias, só poderão funcionar serviços essenciais durante 24 horas. Segundo o prefeito, o comércio que não se enquadra em serviço essencial não poderá abrir.

Segundo Almi, o decreto é para fechar tudo, mas não fala quem vai pagar a conta. “Não fala se o poder público vai baixar impostos, quem vai pagar o salário dos funcionários que vão ficar parados. É um risco financeiro aos empresários e iminência de fecharem as portas”.

O petista disse acreditar no distanciamento social, no cumprimento das regras da vigilância, no uso da máscara, do álcool em gel e no controle de pessoas para trabalhar, para evitar o aumento do número de casos. “Tem que vacinar as pessoas para ter segurança, tranquilidade e voltar a trabalhar, gerar renda, ganhar o pão de cada dia”.

Por fim, o deputado ressaltou ser uma medida que vai prejudicar e muito, os empresários. “Quero ver depois que vai passar tudo isso, quem falir, perder o patrimônio, quem vai pagar a conta. Temos que ficar vivos, mas precisamos comer também”.

Jornal Midiamax