Política

Senadora Simone diz que relatório final da CPI da Covid-19 será 'firme e conclusivo, mas imparcial'

Três pontos ainda são discordâncias no colegiado e reuniões na noite desta segunda-feira e terça-feira serão feitas para ajustes

Mayara Bueno Publicado em 18/10/2021, às 11h08 - Atualizado às 11h42

Senadora Simone Tebet, do MDB de MS
Senadora Simone Tebet, do MDB de MS - (Foto: Leopoldo Silva, Agência Brasil, Arquivo)

Citando que ainda há pontos divergentes entre os senadores da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid19 no Senado, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) explica que o relatório será 'duro, firme e conclusivo, mas imparcial'. A expectativa era que a leitura do documento fosse na terça-feira (19), mas foi adiada para o dia seguinte.

"Mas, antes disso, hoje a noite e amanhã, vamos discutir alguns ajustes". Será um relatório que conste a opinião do relator, mas também dos vários senadores que ajudaram na feitura dele". A parlamentar atuou de forma direta nas discussões da investigação e, recentemente, disse que, na medida em que se avançou nos trabalhos, constatou-se que existência de irregularidades no Ministério da Saúde, no que diz respeito à pandemia.

Também citou que a CPI se aproxima do presidente Jair Bolsonaro, tanto em relação à sua atuação sobre a crise sanitária, quanto na questão de suposta corrupção na compra de vacinas. 

O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), adiou a leitura do relatório final. Segundo sites nacionais, o vazamento de parte de informações teria feito o parlamentar tomar a decisão. Já a votação do relatório, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), está marcada para a terça-feira da próxima semana, dia 26. 

Foram seis meses de duração e integrantes do governo federal, alguns de seus apoiadores, empresários, ex-ministros da Saúde, deputados, médicos e cientistas, foram ouvidos. O objetivo da CPI é apontar responsabilidades do governo federal e de empresas que atuaram no combate à pandemia, em eventuais omissões que provocaram mortes.

Os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSL) foram procuradores para falar sobre o assunto. O espaço continua aberto para manifestações.

Jornal Midiamax