Política

Sem quórum, sessão é encerrada com o anúncio de retomada das sessões presenciais na Câmara

Projeto estava pautado e não foi votado

Mayara Bueno Publicado em 29/04/2021, às 09h33

Vereadores durante sessão virtual, adotada por causa da pandemia de coronavírus
Vereadores durante sessão virtual, adotada por causa da pandemia de coronavírus - (Foto: Reprodução/Facebook)

Por falta de quórum, único projeto de lei pautado para esta quinta-feira (29), na Câmara Municipal de Campo Grande, não foi votado. Eram necessários 20 votos e havia 18 vereadores participando da reunião remota. Com isso, em 20 minutos, a sessão foi encerrada, mas com o anúncio de que, na próxima terça-feira (4), as discussões voltam para o presencial.

Segundo o vereador Betinho (Republicanos), que presidiu a sessão desta terça-feira, a sessão presencial será 'nos mesmos moldes da sessão remota, indicações consideradas lidas, leituras, somente moções de pesar, demais moções e palavra livre suprimidas'. O presidente Carlão (PSB) considerava a retomada em caso de estabilização ou queda dos casos de coronavírus.

Os vereadores já 'foram e voltaram' para o presencial ao menos duas vezes, sempre de acordo com o agravamento da pandemia. Começaram o ano legislativo de 2021 presencial, mas em março voltaram para o 'home office'. 

Projeto pautado

A proposta que não foi votada prevê denominar de Paulo Roberto Martins Teixeira a rotatória entre as Avenidas Mato Grosso e Via Parque. Virtual, a reunião está marcada para 9 horas e será transmitida pelas redes sociais da Casa de Leis.

Segundo a proposta, apresentada pelos vereadores Carlão (PSB) e João César Mattogrosso (PSDB), Paulo foi engenheiro e, aos 69 anos, morreu vítima de Covid-19 em 20 de dezembro de 2020, em Campo Grande. Nasceu na cidade, mas cursou engenharia em Juiz de Fora, Minas Gerais, retorando à Capital em 1975. 

O profissional participou de obras como a rodovia 262, entre Miranda e Corumbá, além do reordenamento viário na rotatória que pode levar seu nome. "O homenageado trabalhou no antigo Dermat (Departamento de Estradas de Rodagem de Mato Grosso do Sul), que passou a se chamar Dersul com a criação de MS, e no fim da década de 80 se transferiu para a iniciativa privada".

Na sessão de hoje, 18 dos 29 vereadores confirmaram presença, mas o tipo de medida que seria analisada demandava dois terços. O projeto deve ser votado na próxima semana.

Jornal Midiamax