Política

'Se está ruim, entrega', diz Carlão para Consórcio Guaicurus enquanto espera parecer sobre CPI

Proposta foi apresentada pelo vereador Marcos Tabosa

Renan Nucci e Mayara Bueno Publicado em 05/08/2021, às 10h19

Vereador Carlão, presidente da Câmara Municipal
Vereador Carlão, presidente da Câmara Municipal - Marcos Ermínio/Midiamax

O vereador Carlão (PSB), presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, disse, durante sessão desta quinta-feira (5), que tem até amanhã para definir a instauração da  CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Consórcio Guaicurus, que tem objetivo de investigar a má qualidade do serviço de transporte público que vem sendo oferecido na Capital. Ele disse ainda que caso a empresa não esteja satisfeita, "que entregue a concessão".

A proposta é de autoria do vereador Marcos Tabosa (PDT), que, na terça-feira (3) passada, apresentou o requerimento de abertura da CPI junto à mesa diretora. Na quarta-feira (4), com o pedido em mãos, Carlão protocolou o requerimento junto à Procuradoria Geral da Câmara e agora aguarda parecer até esta sexta-feira (6), dentro do prazo de 48 horas, com posicionamento que vai nortear a abertura ou o arquivamento.

Ao Midiamax, o presidente do Legislativo Municipal alegou, sem entrar em detalhes, que dois dos três principais pontos da CPI ainda não foram identificados como fato determinado, ou seja, são suposições genéricas. Além disso, afirmou que outros órgãos, como TCE (Tribunal de Contas do Estado) e o MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) já investigam o consórcio há pelo menos 2 anos.

“Então, chegar e fazer uma CPI para dizer que vai ser encaminhada para o MPMS investigar é gastar dinheiro. A CPI tem que ser com fato determinado e trazer à população quais os problemas e o que deve ser feito [...] se teve dolo, se o dinheiro foi investido errado”, disse. Carlão citou ainda as alegações da empresa de que vem encontrando dificuldade, uma vez que tem perdido boa parte dos passageiros após advento do transporte por aplicativos.

Neste sentido, o vereador acredita que a CPI pode ser até boa para a concessionária. “[...] pois vai mostrar que realmente estão com dificuldade. Só que quem não pode ficar com dificuldade é o povo, tem que ter mais ônibus e menos superlotação, o povo não pode sofrer. Se não tem passageiro, entrega [a concessão] para outra [empresa]”, pontuou. Por fim, ele disse que caso seja instaurado o procedimento, já na segunda-feira que vem vai se reunir com demais vereadores para dar início às tratativas.

Jornal Midiamax