Política

Mais uma: Prefeitura de Maracaju adere a tratamento precoce, ineficaz contra a Covid-19

Mesmo sem eficácia comprovada, município distribuirá medicamentos como ivermectina e cloroquina

Renata Volpe Publicado em 09/04/2021, às 15h40

Prefeitura de Maracaju adere a tratamento precoce
Prefeitura de Maracaju adere a tratamento precoce - Divulgação

A Prefeitura de Maracaju é mais um município de Mato Grosso do Sul a adotar o tratamento precoce contra a Covid-19, com uso de medicamentos como Ivermectina e Cloroquina. O anúncio foi publicado no site da Prefeitura e também nas redes sociais. “O Município de Maracaju aderiu ao protocolo de tratamento precoce com medicamentos contra a Covid-19, com base nas diretrizes já estabelecidas pelo Ministério da Saúde”.

Assim, a Secretaria Municipal de Saúde, desenvolveu um termo de ciência e consentimento, onde os pacientes são informados, em linguagem clara e objetiva pelo médico, sobre os medicamentos, seus benefícios e riscos. Na postagem, há ainda uma recomendação ao cidadão: “Fique atento! Ao perceber os sintomas da Covid-19 não espere. Procure um médico nas unidades de saúde e solicite o atendimento precoce. O médico já está ciente”.

Todavia, não há eficácia comprovada de que o tratamento precoce contra a Covid-19 tenha resultados. O fabricante da ivermectina, por exemplo, é categórico em apontar que o medicamento não é bem-sucedido no tratamento dos sintomas da covid ou em sua prevenção. Pelo contrário: o que se nota é que o uso de tais medicamentos têm ocasionado novos problemas de saúde, como hepatite medicamentosa.

A reportagem do Jornal Midiamax ligou diversas vezes para o prefeito, Marcos Calderan (PSDB) para descobrir o custo do tratamento precoce, mas as ligações não foram atendidas. Assim como Maracaju, Rio Verde de Mato Grosso também aderiu ao tratamento precoce, com gastos de R$ 30 mil para compra dos medicamentos.

Jornal Midiamax