Política

Marquinhos faz reunião e ainda deve liberar máscaras nas ruas de Campo Grande

Prefeito informou que comitê deve avaliar se uso do protetor será mantido em locais com aglomeração

Gabriel Maymone Publicado em 03/11/2021, às 12h42

Campo Grande aguarda decreto para liberar uso de máscaras
Campo Grande aguarda decreto para liberar uso de máscaras - Henrique Arakaki / Midiamax

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), irá anunciar, na tarde de quinta-feira (4), os índices da covid para liberar o uso de máscaras em locais abertos no município.

O anúncio deve acontecer após reunião na prefeitura que terá presença do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Defensoria Pública, CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), técnicos da Fiocruz, da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Fecomércio (Federação do Comércio de MS), Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Sesi (Serviço Social da Indústria), Senai (Serviço Nacional da Aprendizagem Industrial), Amas (Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados), técnicos da prefeitura e diretores dos maiores hospitais de Campo Grande.

Ao Jornal Midiamax, o prefeito explicou que a decisão deve passar por um trâmite de votação antes de ser anunciada. "As questões polêmicas a gente submete a esse colegiado. Cada um tem 5 minutos para expor o seu entendimento e, depois, decidimos em votação", disse.

Marquinhos destacou que o assunto divide opiniões em Campo Grande. "Hoje estive em dois eventos e perguntei sobre a questão. Metade se declarou contra e a outra metade foi a favor [da liberação do uso de máscara nas ruas]", comentou.

Outra questão que precisa ser definida é se o uso do equipamento de proteção será liberado, também, em locais abertos com aglomeração. "Todas as decisões são tomadas de maneira responsável e que não ofereça risco à população", completou o prefeito.

Governo de MS já liberou

O uso da máscara ao ar livre não é mais obrigatório em Mato Grosso do Sul. A medida já era prevista em decreto e foi reafirmada pelo Governo do Estado, durante coletiva do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia) na manhã desta quarta-feira (3).

O presidente do Comitê Gestor do Prosseguir, Eduardo Riedel, reafirmou que as máscaras não são mais obrigatórias em locais abertos. Na prática, o morador não precisaria utilizar a proteção ao caminhar nas ruas, praças e parques, por exemplo. Contudo, para entrar em qualquer estabelecimento fechado, o uso da máscara ainda é obrigatório.

“Não temos essa obrigação [de usar em locais abertos], já está posto no nosso decreto. Não tem obrigação, mas deve manter o uso em ambientes de aglomeração e fechados”, disse.

Porém, o município de Campo Grande, por exemplo, determina a obrigatoriedade do uso de máscaras mesmo em locais abertos e a decisão do governo do Estado não interfere para a população da Capital.

Máscaras em locais fechados podem estar com dias contados

O uso obrigatório de máscaras pode chegar ao fim muito antes do que se imagina em Mato Grosso do Sul. Por enquanto, os equipamentos de proteção individual ainda são essenciais em locais fechados e de aglomeração, mas a obrigatoriedade pode chegar ao fim ainda em 2021. A previsão é de que as festas de Natal e Réveillon sejam realizadas com modelos muito próximos à realidade antes da pandemia. 

Perguntado sobre a flexibilização no uso da proteção individual, Riedel explicou que o fim da proibição está próximo. “No mês de novembro, se continuarmos com índices de vacinação, podemos voltar a ter discussão da retirada total. Nas festas de final de ano, é muito provável, avançando do jeito que a gente está, que possamos ter normalidade das nossas atitudes em relação aos protocolos”.

O presidente do comitê afirma que a vacinação é o principal indicativo a ser observado para a flexibilização de medidas e retomada à normalidade. Ele acredita que alguns protocolos deverão ser mantidos pelos próprios comerciantes mesmo após o fim da obrigação. A expectativa é de que as restrições acabem totalmente até o fim de 2021. “Estamos chegando à normalidade das atividades, ainda neste ano, em 100%”, reforçou Riedel.

Jornal Midiamax