Política

Deputado rebate Corrêa ao ser acusado de 'politicagem' por projeto de reajuste na Alems

Renato Câmara (MDB) rebateu dizendo não ter sido antiético, desleal ou de ter feito politicagem com o requerimento que apresentou

Renata Volpe Publicado em 01/12/2021, às 11h39

Deputado Renato Câmara (MDB) se defendeu durante sessão remota realizada nesta quarta-feira (1º)
Deputado Renato Câmara (MDB) se defendeu durante sessão remota realizada nesta quarta-feira (1º) - Reprodução

Depois de ter sido acusado pelo presidente da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) Paulo Corrêa (PSDB), de usar politicagem para se promover com o reajuste dos servidores da Casa de Leis, o deputado Renato Câmara (MDB) rebateu dizendo não ter sido antiético, desleal ou de ter feito politicagem com o requerimento que apresentou.

Projeto de lei com o reajuste de 10% dos servidores da Assembleia foi anunciado durante sessão da última terça-feira (30), por Corrêa. No fim da sessão, sem citar nomes, o presidente falou que não aprovaria requerimento sobre o assunto do reajuste, pois não aceitaria politicagem.

Já nesta quarta-feira, Câmara esclareceu a situação dizendo ter protocolado o documento no dia 22 de novembro. “O documento é simplesmente uma comunicação que vários funcionários me questionaram. Eu, enquanto deputado e corregedor da Casa de Leis, apresentei, porque não estava sendo discutido o aumento”.

Segundo o deputado, ele fez o encaminhamento dentro das quatro linhas. “Não fui antiético, fiz comunicação sem entrar no mérito, sem entrar em redes sociais para falar que eu queria dar aumento. Dei voz aos servidores e fiz registro. Quero esclarecer, eu tenho a clareza de que não fui em nenhum momento desleal e muito menos fiz politicagem”.

Renato Câmara criticou a fala de Paulo Corrêa. “Essa fala da Vossa Excelência foi muito ruim, de desmerecer o trabalho do parlamentar que usou a ética. Não foi nenhum oportunismo”.

Por sua vez, o presidente da Alems ressaltou que quem negocia por determinação da eleição é a Mesa Diretora e não a Corregedoria. O presidente ainda criticou os servidores e os chamou de rádio peão. “Não podemos deixar que a rádio peão da Casa possa fazer comentários que foi feito isso ou aquilo. A Mesa Diretora está ciente das suas obrigações”.

O deputado emedesbista saiu em defesa dos servidores da Casa de Leis. “Não é rádio peão, os funcionários comentam, eles me procuraram e eu encaminhei, não é rádio peão, é vontade de funcionários. Eles encontram os deputados nos corredores e fazem as reivindicações”.

Corrêa finalizou dizendo que a Mesa Diretora conversa com o sindicato. “Conversamos com quem tem a carta sindical”.

Jornal Midiamax