Política

CoronaVac é importante para ‘salvar pessoas’ e reduzir internações, dizem vereadores

Integrantes da Câmara Municipal da área da Saúde avaliam, em maioria, que vacina do Butantan ajudará a reduzir pressão sobre hospitais.

Humberto Marques Publicado em 13/01/2021, às 12h01 - Atualizado às 12h19

Benites, Loester e Jamal. (Fotos: Henrique Arakaki)
Benites, Loester e Jamal. (Fotos: Henrique Arakaki) - Benites, Loester e Jamal. (Fotos: Henrique Arakaki)

Vereadores de Campo Grande que integram a área médica avaliam, em maioria, que a CoronaVac –produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac– terá efeito positivo para conter o avanço do coronavírus no país. A análise é feita mesmo em meio à informação de que a medicação tem eficiência média de 50,38%, fato que vem sendo criticado pela população em geral e utilizado em debates envolvendo a politização da vacina.

Eles participaram nesta quarta-feira (12) da aprovação do projeto de lei que autoriza a prefeitura a adquirir, por até R$ 20 milhões, vacinas contra o coronavírus que não integrem o PNI (Plano Nacional de Imunização), do Governo Federal, que até o momento avalia o uso emergencial da CoronaVac e da Oxford/AstraZeneca (com eficiência informada de 70%).

Os números da CoronaVac se tornaram polêmicos por virem cerca de uma semana depois de o laboratório informar eficiência de 78% para os casos mais leves que demandem intervenção médica e de praticamente 100% para os graves, que exigem internação.

Conforme explicado por especialistas, os números devem ser lidos da seguinte forma: a CoronaVac garante 50,38% de imunização a quem receber as doses (o percentual é a chance de a pessoa não desenvolver a Covid-19); e em caso de a doença se instalar, há 78% de possibilidade de o quadro não se agravar. Ainda assim, caso o coronavírus não ceda, a chance de evolução para um quadro grave –com risco de morte– é próxima de zero.

“A vacina é boa, bem-vinda e vai salvar [pessoas] e reduzir internações”, afirmou o vereador Dr. Jamal (MDB). “Hoje temos hospitais que estão lotados e, com a eficiência anunciada, a vacina já é capaz de diminuir e prevenir a contaminação”.

O vereador Dr. Loester (MDB) também considerou q CoronaVac “importante diante de um quadro como este, no qual a pandemia assola famílias. Tudo o que puder ajudar será impactante”. Segundo ele, em uma situação emergencial “a vacina trará um excelente resultado”.

“Para aqueles que ainda não se imunizaram contra a doença, que a contraíram e se recuperaram, a vacina dará certa resistência e poderá ser uma resposta favorável, na comparação com quem não tem imunidade e não tomou”, ilustrou.

Vereador defende compra de imunizante com melhor ‘custo-benefício’

Integrantes da Câmara Municipal da área da Saúde avaliam, em maioria, que vacina do Butantan ajudará a reduzir pressão sobre hospitais
Benites quer compra de imunizante mais eficiente. (Foto: Henrique Arakaki)

Mais cético, o Dr. Sandro Benites (Patriota) reforçou os números da CoronaVac de imunidade geral (50,38%) e para casos mais sérios (quase 80%). “Se fosse uma imunidade de 100% eu gostaria de avaliar, pois seria suficiente. Mas o que não queremos são pacientes intubados e profissionais [de Saúde] morrendo como agora”.

Em discurso na votação que aprovou a autorização para o município comprar as vacinas não incluídas no PNI, Benites reforçou que o município deve adquirir uma vacina “que seja, em primeiro lugar, segura”, e também apresente eficiência. “Não adianta comprar uma com eficiência menor se posso ter uma mais barata e com efetividade maior”.

“Vamos aguardar o que tivermos de melhor. Assim que for liberada, temos de adquirir a melhor [vacina], com o melhor custo-benefício”, finalizou.

Jornal Midiamax