Política

Com UTIs superlotadas, governo de MS pede kit intubação e EPIs ao Ministério da Saúde

Estado solicitou ainda mais vacinas para imunizar cidadãos com dupla nacionalidade

Adriel Mattos Publicado em 13/04/2021, às 17h49

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Divulgação/Ministério da Saúde

Enfrentando superlotação nos hospitais, o governo de Mato Grosso do Sul solicitou ao Ministério da Saúde o envio de um novo lote de medicamentos que compõem o chamado kit intubação e mais EPIs (equipamentos de proteção individual) para os profissionais da linha de frente. O ofício foi apresentado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ao ministro Marcelo Queiroga nesta terça-feira (13).

São 14 sedativos e neurobloqueadores que o Estado pede, como rocurônio, midazolam e propofol. No total, são 1,1 milhão de unidades requeridas.

Além disso, Queiroga recebeu no ofício pedido para repasse de EPIs como 800 mil máscaras cirúrgicas e 10 mil protetores faciais. Reinaldo ainda quer que a pasta equipe as unidades de saúde nos 13 municípios de fronteira com respiradores, bombas de infusão e monitores multiparâmetro.

O governador pediu aumento no repasse de vacinas, alegando que o Estado ainda deve imunizar estrangeiros da região de fronteira, assim como as cepas do novo coronavírus têm aumentado o número de casos.

“Mato Grosso do Sul possui fronteiras com o Paraguai e a Bolívia, o que torna necessária a reavaliação da estimativa populacional prevista pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), haja vista a dupla nacionalidade dos cidadãos que vivem nessas divisas, situação essa que alcança não só os 13 municípios fronteiriços com os referidos países, como, também, outros 44 localizados em faixa de fronteira”, salientou no documento.

Ao Jornal Midiamax, o Ministério da Saúde informou que o pedido foi encaminhado para o respectivo setor. “Cabe ressaltar que há escassez de insumos global. Assim como o resto do mundo, o Brasil também tem enfrentado dificuldades para a aquisição dos medicamentos para intubação, de doses dos imunizantes e de Ingredientes Farmacêuticos para Ativa (IFA) para a fabricação das vacinas”, diz o texto.

*(Texto alterado às 15h46 de 14/04 para acréscimo de informações)

Jornal Midiamax