Política

China quer demissão de chanceler de Bolsonaro para liberar insumos das vacinas

Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo já deu declarações ofensivas ao país asiático. Matéria-prima para vacinas vem da China.

Jones Mário Publicado em 21/01/2021, às 18h52 - Atualizado às 18h53

Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil) - Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O embaixador da China em Brasília (DF), Yang Wanming, admitiu que o país faz pressão pela demissão do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. A exoneração seria uma condição para a liberação dos insumos necessários à produção das vacinas contra a covid-19 no Instituto Butantan, que fabrica a CoronaVac, e na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), responsável pelas doses do imunizante da Universidade de Oxford.

Segundo o jornal Gazeta do Povo, o governo chinês exige, ao menos, um pedido formal de desculpas do chanceler. Araújo tem extenso currículo de ataques ao gigante asiático, o que prejudica acordos comerciais. A China é o maior “cliente” do Brasil.

Wanming disse que o país pode antecipar a entrega da matéria-prima necessária para a produção das vacinas, embora o Brasil tenha demorado a encomendar os insumos.

Ontem (20), representantes chineses se reuniram com lideranças nacionais, como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Jornal Midiamax