Política

Bolsonaro ataca Mandetta sobre recomendação no início da pandemia e abraço sem máscara

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) investiu contra seu ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em conversa com apoiadores.

Jones Mário Publicado em 07/01/2021, às 15h29

Mandetta e Bolsonaro durante entrevista coletiva, em março de 2020 | Foto: Isac Nóbrega/PR
Mandetta e Bolsonaro durante entrevista coletiva, em março de 2020 | Foto: Isac Nóbrega/PR - Mandetta e Bolsonaro durante entrevista coletiva, em março de 2020 | Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atacou seu ex-ministro da Saúde, o campo-grandense Luiz Henrique Mandetta, durante conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, hoje (7).

Bolsonaro fez referência à recomendação propagada pelo então ministro num estágio inicial da pandemia, quando Mandetta orientou a população a só procurar atendimento médico caso sintomas mais graves da covid-19 se manifestassem, a fim de evitar a saturação dos hospitais. Mais tarde, com o avançar das descobertas em torno da doença, a medida se provaria temerosa e a recomendação passou a ser pelo tratamento precoce.

O presidente ainda aproveitou para insistir na hidroxicloroquina e na ivermectina, medicamentos cuja eficácia contra a infecção continuam sem comprovação científica sólida.

“Aqui o pessoal fala que não pode, mas vai oferecer o que? Vão dar uma de Mandetta? Quando tiver falta de ar vai para o hospital? Ô Mandetta, fazer o que no hospital se não tem remédios”, disse Bolsonaro, segundo noticiou o portal UOL.

Não satisfeito, Bolsonaro citou imagens em que Mandetta aparece abraçando, sem máscara, ex-colegas de Ministério da Saúde, quando de sua demissão da pasta, em abril do ano passado, após entrar em rota de colisão com o presidente.

“Quando ele saiu também foi abraçar pessoa sem máscara”, falou.

Ao contrário de Mandetta, Jair Bolsonaro foi e continua sendo sistematicamente flagrado incitando aglomerações durante a pandemia de novo coronavírus. O último episódio se deu no litoral paulista, após a virada do ano, quando nadou com dezenas de apoiadores.

Ainda sem um plano estruturado de vacinação, ao contrário de vizinhos como a Argentina, o Brasil deve ultrapassar hoje (7) a marca dos 200 mil mortos pelo novo coronavírus.

Jornal Midiamax