Política

Bancada do PSDB ‘racha’ sobre apoio à Simone Tebet para presidência do Senado

Impasse desestabiliza campanha de Simone Tebet (MDB-MS), que contava com os sete votos do PSDB na corrida pela presidência da Casa.

Jones Mário Publicado em 13/01/2021, às 18h06 - Atualizado às 18h16

Tucano José Serra com Simone Tebet (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Tucano José Serra com Simone Tebet (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado) - Tucano José Serra com Simone Tebet (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A bancada do PSDB no Senado “rachou” em relação ao apoio à candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) à presidência do Senado. A indefinição desestabiliza a campanha da sul-mato-grossense, que precisa de 41 votos para se eleger.

Segundo revelou O Globo, quatro senadores tucanos se alinharam a Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato apoiado pelo atual presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e por Jair Bolsonaro. São eles: Roberto Rocha (MA), Izalci Lucas (DF), Plínio Valério (AM) e Rodrigo Cunha (AL). O quarteto teria divergências regionais com o MDB de Simone.

Na contramão, os senadores por São Paulo José Serra e Mara Gabrilli já declararam apoio à ex-prefeita de Três Lagoas. “Renovar é preciso e estou certo de que sua eleição será um grande avanço”, escreveu Serra no Twitter. “Simone representa renovação, seriedade, diálogo, além de valorizar a força da mulher na política”, postou Mara na mesma rede social.

A bancada tucana de sete parlamentares é completa por Tasso Jereissati (CE), que não se manifestou publicamente sobre a eleição para a presidência do Senado. Porém, o site Congresso em Foco coloca o cearense do lado da emedebista.

Sem PSDB, Simone conta com adesões de Podemos e Cidadania

Sem o total apoio do PSDB, Simone Tebet segue com 27 votos. Além dos 15 de seu partido, ela selou as adesões de Podemos (9 senadores) e Cidadania (3).

Líder do Podemos na Casa, Alvaro Dias (PR) disse, em nota, que o partido decidiu apoiar a sul-mato-grossense “após discussão e reflexão sobre os seus compromissos e ideias”. Por outro lado, abriu a possibilidade para “eventuais opiniões divergentes dos seus senadores”. Conforme apurou O Globo, Marcos do Val (ES) e Romário (RJ) seriam os dissidentes.

Enquanto isso, Rodrigo Pacheco conta com 39 votos. O parlamentar fechou aliança com as bancadas de DEM, PSD, PT, PP, PSC, PL, Pros e Republicanos.

São necessários pelo menos 41 votos para garantir a eleição. O pleito é secreto e “traições” não são descartadas. Exemplo disso é o senador Esperidião Amin (PP-SC), que, conforme noticiou O Antagonista, vai contrariar a posição progressista e declarar apoio a Simone.

Jornal Midiamax