Política

Após virar piada, vereador se diz mal interpretado e pede desculpas por ligar igrejas fechadas a feminicídio

Delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o vereador Wellington de Oliveira (PSDB) afirmou nesta terça-feira (14), novamente, que foi mal interpretado pela fala em que ligou igrejas fechadas a feminicídio na sessão do dia 7 de abril, mas pediu desculpas aos colegas e a retirada da fala dos registros da Câmara de […]

Mayara Bueno Publicado em 14/04/2020, às 13h04 - Atualizado em 19/07/2020, às 19h48

Vereador Delegado Wellington (PSDB). (Izaías Medeiros, CMCG).
Vereador Delegado Wellington (PSDB). (Izaías Medeiros, CMCG). - Vereador Delegado Wellington (PSDB). (Izaías Medeiros, CMCG).

Delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o vereador Wellington de Oliveira (PSDB) afirmou nesta terça-feira (14), novamente, que foi mal interpretado pela fala em que ligou igrejas fechadas a feminicídio na sessão do dia 7 de abril, mas pediu desculpas aos colegas e a retirada da fala dos registros da Câmara de Campo Grande.

“Durante minha fala, eu fui mal interpretado. Hoje faz 20 anos que sou delegado de polícia e, como delegado, a gente busca a lei e resolver os problemas sociais. Em momento nenhum minha intenção foi que tivesse repercussão em cima de uma temática que não era a discussão”.

Afirmou, ainda, que seu posicionamento era sobre serviços essenciais. Na ocasião, o parlamentar disse que não há marido que aguente mulheres sem fazer unha, sobrancelha e cabelo, para defender que salões de beleza e outros serviços seriam essenciais, segundo a ótica de quem precisa. Da mesma forma, usou como exemplo igrejas fechadas, que poderiam ser sinal para maridos com intenção de matar as esposas.

“Quero pedir [à Mesa Diretora da Câmara] que retire a forma figurativa da minha fala anterior, porque houve uma narcolepsia na frase, portanto eu não consegui concluir a frase da qual eu queria colocar”.

Aos colegas, disse reiterar o compromisso com o enfrentamento e proteção aos direitos das mulheres e que elaborou mais de 20 projetos de leis neste sentido durante os três anos de mandato. “Não é justo que oportunistas venham neste momento e simplesmente digam ou desfaçam o que fizemos”. Por fim, pediu desculpas aos membros da Câmara pela “fala infeliz”.

Presidente da Casa de Leis, vereador João Rocha (PSDB) disse que o colega tem “caráter, dignidade e postura”. “Evidente que no calor de uma fala, no calor da emoção, algumas palavras saiam de forma inadequada, sem expressar o que estamos sentindo”. Cumprimentou o vereador, dizendo que é nobre “dar um passo atrás, saber reconhecer que uma fala saiu de forma inadequada”.

André Salineiro (Avante) também fez breve menção ao colega dizendo que acompanha sua trajetória de luta contra o feminicídio e defesa das mulheres. “Realmente foi mal interpretado”.

A fala de Wellington reverberou de forma negativa, tão logo a notícia foi veiculada, rendendo notas de repúdio, repercussão nacional e até piadas. Na ocasião, o vereador procurou o Jornal Midiamax para dizer que a reportagem havia se equivocado na interpretação do que disse.

Jornal Midiamax