Política

TRE-MS rejeita recurso e mantém candidatura de Nelson Cintra em Porto Murtinho

O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) rejeitou recurso e manteve a candidatura de Nelson Cintra (PSDB) à prefeitura de Porto Murtinho. O julgamento ocorreu na manhã desta quinta-feira (12). Na primeira instância, os pedidos de impugnação da coligação “Coragem para Mudar” (Republicanos / PT / MDB / PSD / Solidariedade) e […]

Adriel Mattos Publicado em 12/11/2020, às 13h07 - Atualizado às 13h24

(Foto: Divulgação, Fundtur)
(Foto: Divulgação, Fundtur) - (Foto: Divulgação, Fundtur)

O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) rejeitou recurso e manteve a candidatura de Nelson Cintra (PSDB) à prefeitura de Porto Murtinho. O julgamento ocorreu na manhã desta quinta-feira (12).

Na primeira instância, os pedidos de impugnação da coligação “Coragem para Mudar” (Republicanos / PT / MDB / PSD / Solidariedade) e do MPE (Ministério Público Eleitoral) foram rejeitados.

O advogado de Cintra, Ary Raghiant Neto, sustentou que a aliança de Fábio Neto (Republicanos) não apresentou provas de que o tucano estaria inelegível. Por maioria, o Pleno da corte decidiu manter a sentença que deferiu o registro.

Histórico

O juiz Jorge Tadashi Kuramoto, da 20ª Zona Eleitoral de Porto Murtinho, negou impugnar a candidatura no mês passado. Ele reconhece que o tucano teve suas contas rejeitadas, mas não vislumbrou evidências de que a Câmara Municipal tenha confirmado o parecer do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado). 

Kuramoto frisou que não há tempo para pedir que o Legislativo informe se analisou a decisão e que também a coligação adversária não apresentou provas nesse sentido.

Operação Vostok

Há cerca de um mês, Cintra foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Eleitoral) com mais 22 pessoas e o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva, no âmbito da Operação Vostok.

As investigações apontam que ele teria emitido, em 2016, R$ 296,6 mil em notas fiscais “frias” para a JBS. Segundo a Polícia Federal, o pagamento serviu para dissimular propina ao governador Reinaldo Azambuja.

Jornal Midiamax