Política

Projeto de Moka para presidiários ressarcirem gastos ao Estado é aprovado

Foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal nesta quarta-feira (12) projeto de lei do ex-senador Waldemir Moka (MDB), de presidiários devem ressarcir o Estado pelos gastos com sua manutenção. O projeto é de 2015. Com a aprovação da Comissão, o projeto retorna agora para análise em Plenário.  Segundo divulgado pela […]

Renata Volpe Publicado em 12/02/2020, às 19h13 - Atualizado às 19h14

Ex-senador Waldemir Moka (MDB) durante o Midiamax Entrevista.(Arquivo, Midiamax)
Ex-senador Waldemir Moka (MDB) durante o Midiamax Entrevista.(Arquivo, Midiamax) - Ex-senador Waldemir Moka (MDB) durante o Midiamax Entrevista.(Arquivo, Midiamax)

Foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal nesta quarta-feira (12) projeto de lei do ex-senador Waldemir Moka (MDB), de presidiários devem ressarcir o Estado pelos gastos com sua manutenção. O projeto é de 2015. Com a aprovação da Comissão, o projeto retorna agora para análise em Plenário. 

Segundo divulgado pela Agência Senado, o texto foi levado a Plenário em julho do ano passado, na forma de um substitutivo da senadora Soraya Thronicke (PSL), porém os senadores decidiram enviá-lo para reexame da CCJ. 

O novo relator da proposta na comissão, Alessandro Vieira (Cidadania-SE), apresentou novo substitutivo para deixar evidente que somente haverá obrigação de pagamento das despesas para os presos hipossuficientes — ou seja, sem condições financeiras — quando os presídios oferecerem trabalho.

Para esses presos que não tenham como arcar com todos os custos, haverá um desconto, fixado em até 25% da remuneração recebida pelo preso. Conforme a proposta, ao término do cumprimento da pena, eventual saldo remanescente da dívida estará extinto.

Vieira também deixou claro que o preso que possuir recursos próprios deverá ressarcir o Estado independentemente de oferecimento de trabalho pelo estabelecimento prisional. 

Na hipótese de não ressarcimento por esses presos, as despesas serão convertidas em dívida e será aplicada a legislação relativa à cobrança da dívida ativa da Fazenda Pública.

Os presos provisórios também deverão arcar com os custos do sistema prisional. Os valores serão depositados em conta judicial e serão devolvidos em caso de absolvição.

Segundo o relator, não há como deixar de diferenciar o preso que possui recursos próprios dos hipossuficientes. “Da mesma forma, não vemos razão para não cobrar as despesas do preso provisório, até porque é assegurada a devolução de todos os recursos em caso de absolvição”, apontou.

Custos

Por fazer fronteira com dois países, Bolívia e Paraguai, Mato Grosso do Sul acaba prendendo muitas pessoas envolvidas com tráfico de drogas. Durante a inauguração do presídio de segurança máxima da Gameleira em novembro do ano passado, em Campo Grande, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) voltou a dizer que o custo mensal de Mato Grosso do Sul com a massa carcerária é de R$ 12 milhões, uma média de 703 presos para cada 100 mil habitantes, maior que a média nacional que é de 349 detentos.

Jornal Midiamax