Política

Proibir aglomeração é ‘receita’ de prefeitos em cidades sem coronavírus em MS

A maioria dos municípios de Mato Grosso do Sul já registra casos do novo coronavírus, o Covid-19, mas os municípios que ainda não tem casos destacam as barreiras sanitárias, decretos proibindo aglomeração, uso de máscaras e contribuição da população para que os casos ainda não tenham chegado a essas cidades. Em Maracaju, por exemplo, cidade […]

Evelin Cáceres Publicado em 18/05/2020, às 10h54

Reprodução, Google Street View
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A maioria dos municípios de Mato Grosso do Sul já registra casos do novo coronavírus, o Covid-19, mas os municípios que ainda não tem casos destacam as barreiras sanitárias, decretos proibindo aglomeração, uso de máscaras e contribuição da população para que os casos ainda não tenham chegado a essas cidades.

Em Maracaju, por exemplo, cidade distante 157 quilômetros de Campo Grande, o prefeito Maurílio Ferreira Azambuja cita o acompanhamento da vigilância sanitária e conscientização da população como principais formas de prevenção.

“Estamos controlando as pessoas, procurando as que vem de fora. Nós identificamos e pedimos pra manter quarentena de 14 dias. Nós estamos reestruturando pra montar uma barreira de identificação nas três barreiras sanitárias. A gente agrade a Deus e a população. É todo mundo trabalhando em conjunto. Nós determinamos o uso de mascaras, mas primeiro fomos pedindo. Não temos condição de tratar, prevenção é o caminho. 90% da população aqui deve estar usando a máscara”.

Prefeito de Jaraguari, distante 51,9 quilômetros de Campo Grande, Edson Rodrigues Nogueira acredita que as medidas de prevenção desde mais cedo, como o toque de recolher às 20h e fiscalização no comércio, se mostraram efetivas. “Também não temos mais futebol. Isso foi muito importante e aquelas pessoas que iam para Campo Grande, que é a nossa cidade base, a gente aconselhava a ir de máscara, manter distância e evitar ir para fazer aglomeração com parente. Os comércios podem ter apenas dez pessoas por vez, distantes. No início eram cinco apenas”. 

Em Bodoquena, o prefeito Kazuto Hori disse que na quarta-feira (20) entra em vigor obrigatoriedade do uso das máscaras, mesmo sem casos de coronavírus na cidade. “Nos finais de semana, funcionários da prefeitura param os carros na entrada da cidade para tirar informações sobre a rota dos viajantes que passam por Bodoquena. A prefeitura ainda vai distribuir cinco mil máscaras de tecido feito por costureiras da cidades para os moradores mais carentes”.

Em Bandeirantes, distante 72 quilômetros de Campo Grande, o prefeito Álvaro Urt acredita que a população colaborou com distanciamento desde o início da pandemia. Desde a última sexta-feira, o toque de recolher ficou decretado entre 20h30 e 5h, além do uso obrigatório de máscaras para todos os moradores. Mesmo pessoas mortas não diagnosticados com coronavírus poderão ter velório com duração máxima de 2 horas e lotação de dez pessoas, além de bares e restaurantes que devem reservar um espaço de 5m² para cada cliente. Estão proibidos esportes coletivos e rodas de tereré.

Jornal Midiamax