Política

PT comemora 40 anos com evento sem ‘estrelas’ em MS e discurso de autocrítica

Comemoração dos 40 anos de PT também reforça que objetivo da legenda é reorganizar a passar por essa fase considerado de superação

Nyelder Rodrigues Publicado em 09/02/2020, às 17h34 - Atualizado em 10/02/2020, às 10h01

(Henrique Arakaki, Midiamax/Arquivo)
(Henrique Arakaki, Midiamax/Arquivo) - (Henrique Arakaki, Midiamax/Arquivo)

Os 40 anos do PT (Partido dos Trabalhadores) foi comemorado neste domingo (9) com festividades em várias cidades, entre elas Campo Grande, onde lideranças da sigla comentaram sobre a história do partido, o que pretendem para o futuro e as eleições deste ano. Autocrítica e retomada dos ideais de origem são algumas das questão internas atuais. Além disso, marcou a ausência das ‘estrelas’ petistas em MS.

De acordo com o deputado estadual Pedro Kemp, que é o pré-candidato do PT a prefeitura da Capital, a legenda tem muito a comemorar, por andar do lado das minorias e lutar por melhores condições de vida e apostar em uma política mais democrática, focada em geração de empregos e distribuição de renda. Contudo, ele admite problemas.

“É certo também que o PT cometeu erros e reproduziu algumas práticas que condenamos. O PT está fazendo uma autocrítica, uma avaliação por que agora queremos retomar com força o nosso projeto. Sofremos muito nos últimos anos com a crise que se abateu sobre o partido e acabou desgastando sua imagem”, frisa Kemp.

O parlamentar ainda completa que a intenção é retomar a militância e o projeto original da sigla. “Esse ano vamos disputar a prefeitura de Campo Grande e agora temos que construir uma chapa de vereadores forte, bem representativa. Acreditamos que assim é possível ir para o segundo turno e vencer as eleições.

PT comemora 40 anos com evento sem 'estrelas' em MS e discurso de autocrítica
Deputado estadual e pré-candidato a prefeitura de Campo Grande, Pedro Kemp (Henrique Arakaki, Midiamax)

Já o deputado federal Vander Loubet frisa que o PT está em uma “fase de superação”, buscando reorganizar sua militância. “O pleito de 2020 é muito estratégica para 2022. O Lula está correto em defender alianças nas capitais, não só PT encabeçando, mas com outros partidos da esquerda também”, destaca.

Vander considera o nome de Kemp o ‘melhor da esquerda’

Entre as cidades em que o PT deve apoiar o candidato a prefeito de outro partido, está o Rio de Janeiro, onde a sigla deve se aliar ao Psol. O mesmo deve ocorrer em Porto Alegre, onde o PT apoiará o candidato a ser lançado pelo PCdoB.

Porém, em Campo Grande, ele defende o nome de Kemp afirmando que é o melhor nome local da esquerda hoje. “Aqui não vejo outro nome melhor nesse campo da esquerda do que o Kemp. Respeitamos qualquer outro candidato, mas acho que o Pedro estimula a militância”.

Mais acertos do que erros

Por fim, Vander Loubet ainda frisa que em seus 40 anos de PT, já que entrou ainda com 16 anos no partido, viu muitas lutas, desafios e conquistas. “Posso afirmar que os acertos são maiores que os erros”, comenta o deputado federal.

Por outro lado, o deputado estadual Cabo Almi diz que até pouco tempo o PT passou por um de seus momentos mais difíceis, mas atualmente com a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o partido começa a ficar em alta novamente.

“Acredito que essas eleições municipais será o grande momento para aumentarmos nossas bancadas nas câmaras municipais para promover um maior debate pelo país. Vamos trabalhar para reforçar o nosso discurso, a defesa do nosso projeto e ideologia nas câmaras municipais de todo o país”, conclui.

Jornal Midiamax