Política

Fim das coligações e projeto para 2022 estimulam partidos a lançarem candidatos a prefeito

Sem permissão para coligação na chapa de vereadores, muitos partidos optam por lançarem candidatos a prefeito de Campo Grande, para puxar votos para os que tentam vaga no Legislativo municipal. Até agora, sete candidaturas a prefeito estão confirmadas e outras nove devem ser oficializadas até quarta-feira (16). A análise de membros das legendas é de […]

Mayara Bueno Publicado em 14/09/2020, às 10h17 - Atualizado às 11h22

Fachada do TRE-MS em Campo Grande.(Foto: Arquivo)
Fachada do TRE-MS em Campo Grande.(Foto: Arquivo) - Fachada do TRE-MS em Campo Grande.(Foto: Arquivo)

Sem permissão para coligação na chapa de vereadores, muitos partidos optam por lançarem candidatos a prefeito de Campo Grande, para puxar votos para os que tentam vaga no Legislativo municipal. Até agora, sete candidaturas a prefeito estão confirmadas e outras nove devem ser oficializadas até quarta-feira (16). A análise de membros das legendas é de que lançar nome na majoritária dá maior visibilidade e também possibilidade de receber mais recursos.

“Eu acredito que, com o fim da coligação, vai ser mais difícil para outros partidos terem apoio e fazer coligações, para eleger mais vereadores. Com candidato a prefeito, dá mais visibilidade ao partido”, avalia o candidato a prefeito pelo Partido Novo, Guto Scarpanti.

Contudo, no caso da legenda, o fim das coligações para vereador “não faz muita diferença”. “Não proibimos, mas não identificamos em outro partido as mesmas práticas como as nossas”. O postulante cita a proibição do uso do fundo eleitoral, além de diretrizes como não reeleição e o impedimento de membros do diretório concorrerem aos cargos eletivos.

Presidente do PT de Campo Grande, Agamenon do Prado afirma que, sem coligações para vereadores, as legendas têm necessidade de candidaturas a prefeito, para apoiar a chapa de parlamentares. “Um dos motivos de não ter aliança e ter pulverização de candidaturas, é esse”.

Para ele, há outros motivos, como reafirmação dos partidos e a cláusula de barreira, que determina um número ‘x’ de votos necessários para uma sigla partidária continuar como tal. “Mas a chapa de vereadores exige, hoje, que os partidos lancem candidaturas próprias”.

No caso do PT, em convenção feita no domingo (13), foram oficializados o deputado estadual Pedro Kemp e a Eloísa Padro, ex-secretária de Assistência Social do Governo de Zeca do PT, na vaga de vice.

Planos para 2022 também pesaram na definição de candidatos na Capital, ao invés de apoio no primeiro turno. “O PDT tem o Ciro Gomes, nós temos de afirmar um projeto em Campo Grande”, citou o presidente municipal licenciado, Yves Drosghic. A legenda lançou o deputado federal Dagoberto Nogueira e a vice é Kelly Cristina. “Cada partido vai ter que se afirmar com chapa própria, porque o que ajuda a chapa é recurso de campanha, por meio do fundo eleitoral”.

Jornal Midiamax