Política

Em quatro anos, patrimônio de candidatos a prefeito de Ivinhema salta mais de 700%

Ivinhema, cidade no sudoeste de Mato Grosso do Sul, tem cinco candidatos à prefeitura em 2020. Nos últimos quatro anos, a maioria deles viu seu patrimônio crescer. Um deles, Rogério Câmara (MDB), estreia na política. Ele é irmão do deputado estadual Renato Câmara, também emedebista. Renato seguiu os passos do pai: Nelito Câmara foi prefeito […]

Adriel Mattos Publicado em 01/11/2020, às 07h00

(Imagem: Reprodução)
(Imagem: Reprodução) - (Imagem: Reprodução)

Ivinhema, cidade no sudoeste de Mato Grosso do Sul, tem cinco candidatos à prefeitura em 2020. Nos últimos quatro anos, a maioria deles viu seu patrimônio crescer.

Um deles, Rogério Câmara (MDB), estreia na política. Ele é irmão do deputado estadual Renato Câmara, também emedebista. Renato seguiu os passos do pai: Nelito Câmara foi prefeito da cidade e depois chegou à Alems (Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul).

Os dados foram levantados pelo Jornal Midiamax com base nas declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral e disponibilizadas no sistema DivulgaCand Contas (Divulgação de Candidaturas e Contas), do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Adir da Silva (PCdoB) concorreu a uma das cadeiras da Câmara em 2016, mas não foi eleito. Ele declarou R$ 18 mil em bens, o que representa apenas dois carros.

Agora, seu patrimônio saltou 705,55%. Silva informou neste ano, além dos veículos, ter uma casa avaliada em R$ 130 mil. Somados os três bens, acumula R$ 145 mil.

Eleitos em 2016, dois vereadores ampliaram seus patrimônios, mas em um ritmo menor. Juliano Ferro (DEM) obteve mais 36,29%. Quatro anos atrás, ele declarou R$ 620 mil em bens, desde prédio residencial, uma empresa de revenda de veículos e uma chácara.

Neste ano, ele informou ter R$ 845 mil em bens, que inclui uma casa, dois prédios comerciais e quatro carros. O salário dele como parlamentar é de R$ 7,5 mil.

Já Estefan Lopes (Patriota) acumulou 17,61%. Quatro anos atrás, o vereador declarou R$ 487,5 mil, que inclui uma casa, um carro, dinheiro em conta poupança e sociedade em um escritório de advocacia.

Agora, o político tem R$ 573,3 mil. Nesse período, ele comprou mais um carro e juntou R$ 60 mil em espécie.

Já Gel Faccina (PT) não teve tanto êxito. Dois anos atrás, quando disputou uma das oito cadeiras sul-mato-grossenses na Câmara dos Deputados, informou ter R$ 117,6 mil, entre carro, parte de imóveis rurais e aplicações bancárias. Em 2020, declarou R$ 108,4 mil, o que representa menos 7,84%. 

Rogério Câmara declarou R$ 1,2 milhão. Em seu patrimônio, há imóveis rurais e urbanos, veículos, sociedade em empresa e aplicações em poupança.

Jornal Midiamax