Política

É urgente que o presidente da República e Mandetta se entendam, diz Simone Tebet

A senadora Simone Tebet (MDB) afirmou ser urgente que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) se entendam e que as pessoas precisam da palavra firme e unificada do governo. A repercussão deve-se a entrevista de Mandetta ao programa Fantástico da TV Globo, concedida na […]

Renata Volpe Publicado em 13/04/2020, às 11h11

Senadora de MS, Simone Tebet. (Arquivo, Divulgação)
Senadora de MS, Simone Tebet. (Arquivo, Divulgação) - Senadora de MS, Simone Tebet. (Arquivo, Divulgação)

A senadora Simone Tebet (MDB) afirmou ser urgente que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) se entendam e que as pessoas precisam da palavra firme e unificada do governo.

A repercussão deve-se a entrevista de Mandetta ao programa Fantástico da TV Globo, concedida na noite de ontem (12). O ministro disse que o governo federal precisa ter fala única e sem dubiedade entre suas orientações e as de Bolsonaro, sobre as medidas de combate a pandemia do coronavírus.

Para Simone, não interessa a politização, a briga, o embate político. “O que a população precisa saber é qual postura tomar agora. Não é saúde ou economia. Os dois têm de caminhar juntos. Não adianta salvar vidas nas UTIs, mas deixar o brasileiro morrer de fome. Muitas vezes, o ministro, que é muito capacitado, fica horas se justificando em coletivas e perde tempo para planejar as medidas necessárias.” 

Ainda de acordo com a senadora, o Brasil tem o tamanho de um continente e por isso, não pode aplicar as mesmas medidas de isolamento para todos as regiões sem avaliar as necessidades de cada uma. “O governador e o prefeito que deverão fazer isso. Por exemplo, São Paulo está vivendo a pandemia. Tem de fazer o isolamento horizontal. Já Mato Grosso do Sul, não. Temos ainda poucos casos. Então, podemos tomar medidas mais brandas aqui neste momento. E isso não significa que daqui a 20 dias, São Paulo possa regredir e nós avançarmos na necessidade de isolamento mais forte. Mas isso, o governador e o prefeito da capital que vão decidir”.

Jornal Midiamax