Política

Disputa pela prefeitura de Campo Grande já movimenta páginas e perfis nas redes sociais

A quatro meses do novo prazo previsto para as eleições em 1º turno, em 15 de novembro, a briga pela prefeitura de Campo Grande tem tomado conta de páginas e perfis nas redes sociais. Muitas, inclusive, criadas há poucas semanas mirando diretamente no eleitor campo-grandense. Se por um lado elas se apresentam com o objetivo […]

Danúbia Burema Publicado em 03/07/2020, às 15h50 - Atualizado em 14/07/2020, às 16h34

Prefeitura de Campo Grande. (Henrique Arakaki, Midiamax, Arquivo).
Prefeitura de Campo Grande. (Henrique Arakaki, Midiamax, Arquivo). - Prefeitura de Campo Grande. (Henrique Arakaki, Midiamax, Arquivo).

A quatro meses do novo prazo previsto para as eleições em 1º turno, em 15 de novembro, a briga pela prefeitura de Campo Grande tem tomado conta de páginas e perfis nas redes sociais. Muitas, inclusive, criadas há poucas semanas mirando diretamente no eleitor campo-grandense.

Se por um lado elas se apresentam com o objetivo de apenas informar os cidadãos sobre o que ocorre na cidade, por outro trazem forte cunho político desde o nome, mostrando suas preferências e desafetos nas fotos de capa, de perfil e no direcionamento dos posts. A maior polarização é vista em torno do prefeito Marquinhos Trad (PSD) e envolvendo críticos e defensores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do PSL.

Jornal Midiamax entrou em contato com várias das páginas que têm atuado na linha ideológica em referência à Capital sul-mato-grossense, mas apenas duas das mais antigas responderam. “Não temos intenção nenhuma de disputar eleições, só queremos mostrar a verdadeira realidade para algumas pessoas”, garantiu o administrador de uma delas.

Questionado sobre denúncias pendendo para o lado dos oponentes de seu partido, ele afirma que ‘vários outros vão entrar’ e ‘uma coisa de cada vez’. Na Capital, o administrador diz ainda não ter preferência para a prefeitura e que segue defendendo somente Jair Bolsonaro.

Já o dono de outra página diz que os responsáveis são ‘militantes de rua’ e que estão juntos desde o episódio do Fora Dilma – ocorrido em 2016 quando a então presidente do Brasil foi afastada do cargo após processo de impeachment, insuflado por manifestações populares. Ele preferiu, contudo, não responder sobre pretensões eleitorais em Campo Grande para 2020.

Até em grupos de venda

Diferente das páginas, perfis pessoais e até fakes têm levado o debate eleitoral para dentro dos grupos do Facebook. Em espaços destinados a venda, várias são as restrições impostas por administradores para evitar discussões deslocadas das negociações.

Muitos dos posts são feitos como sendo de cidadãos desinteressados na política, mas basta observar a frequência com a qual os autores miram as mesmas pessoas públicas – normalmente pré-candidatos – para notar que eles atuam em verdadeiro ritmo de campanha eleitoral.

Jornal Midiamax