Política

Deputados de MS fazem moção de apoio a Mandetta, mas bolsonaristas são contra

Em sessão parlamentar realizada por videoconferência nesta terça-feira (7), o presidente da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), Paulo Corrêa (PSDB) apresentou uma moção de apoio pela Casa de Leis, ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Porém, os bolsonaristas, Capitão Contar (PSL) e Coronel David (sem partido), foram contra. O primeiro secretário […]

Renata Volpe Publicado em 07/04/2020, às 10h59 - Atualizado às 16h06

Coronel David e Capitão Contar acreditavam que saída de Moro era fake news. (Arte: Marcos Ermínio)
Coronel David e Capitão Contar acreditavam que saída de Moro era fake news. (Arte: Marcos Ermínio) - Coronel David e Capitão Contar acreditavam que saída de Moro era fake news. (Arte: Marcos Ermínio)

Em sessão parlamentar realizada por videoconferência nesta terça-feira (7), o presidente da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), Paulo Corrêa (PSDB) apresentou uma moção de apoio pela Casa de Leis, ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Porém, os bolsonaristas, Capitão Contar (PSL) e Coronel David (sem partido), foram contra.

O primeiro secretário da Casa de Leis, Zé Teixeira (DEM), apresentou moção de apoio ao seu correligionário, Mandetta, no início da sessão. Corrêa decidiu apresentar a moção pela ALMS, ou seja, em nome de todos os deputados. “Quero apresentar uma moção de apoio ao ministro, moção sugerida pelo Zé Teixeira. Mandetta tem feito um belíssimo trabalho no país a frente do ministério da Saúde”.

No momento da votação simbólica da moção, Coronel David, amigo pessoal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi contra. “As ações do ministério da Saúde tem feito, contribuem para a pandemia, mas não acho necessário fazer moção de apoio nesse momento e voto não”.

Capitão Contar também foi contrário. “Seguindo as palavras do Coronel David, também sou contrário a votação da moção”.

Mas, como o restante dos parlamentares foram favoráveis, a moção foi aprovada e encaminhada ao expediente, registrando os votos contrários.

Mandetta versus Bolsonaro

Na segunda-feira (6) à tarde, Bolsonaro decidiu demitir o ministro da Saúde. Até as gavetas da mesa de Mandetta no ministério, foram esvaziadas. O principal cotado para assumir a pasta, era o ex-ministro da Cidadania, Osmar Terra. Mas o presidente voltou atrás da decisão e mantém o sul-mato-grossense no cargo.

Em coletiva de imprensa realizada por volta das 20h de ontem, Mandetta disse que precisa trabalhar em paz e o principal inimigo é o Covid-19. Bolsonaro tem se mostrado irritado com o ministro, por ele não seguir as ordens do presidente que compara o coronavírus a uma gripezinha. Mandetta é médico e defende desde sempre, que o isolamento da população é a melhor maneira de combater o vírus, que faz mais vítimas a cada dia que passa no Brasil.

Jornal Midiamax