Política

Câmara de Campo Grande ainda não foi notificada sobre envolvimento de vereador na Omertà

Enquanto as investigações seguem, o vereador Ademir Santana (PSDB), um dos alvos da 5ª fase da Operação Omertà, deflagrada nesta quarta-feira (7), continua com as atividades normalmente na Câmara Municipal de Campo Grande. Segundo o presidente João Rocha (PSDB), para tomar qualquer atitude, a Casa de Leis precisa ser notificada oficialmente pela Justiça, o que […]

Mayara Bueno Publicado em 07/10/2020, às 09h55 - Atualizado às 11h19

Ademir Santana, do PSDB, durante sessão na Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Izaías Medeiros/CMCG).
Ademir Santana, do PSDB, durante sessão na Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Izaías Medeiros/CMCG). - Ademir Santana, do PSDB, durante sessão na Câmara Municipal de Campo Grande. (Foto: Izaías Medeiros/CMCG).

Enquanto as investigações seguem, o vereador Ademir Santana (PSDB), um dos alvos da 5ª fase da Operação Omertà, deflagrada nesta quarta-feira (7), continua com as atividades normalmente na Câmara Municipal de Campo Grande. Segundo o presidente João Rocha (PSDB), para tomar qualquer atitude, a Casa de Leis precisa ser notificada oficialmente pela Justiça, o que ainda não ocorreu.

“Até isso, o vereador está em pleno exercício de seu mandato. Todos estamos sujeitos às investigações e temos de aguardar os procedimentos das autoridades”, afirmou. A assessoria da Câmara reforçou que aguarda conclusões da Justiça para adotar qualquer atitude.

A reportagem tenta posicionamento do presidente do PSDB em Campo Grande, vereador João César Mattogrosso, colega de bancada de Ademir na Casa de Leis, mas não obteve retorno até então.

Nesta quarta-feira, a 5ª fase da Omertà foi batizada de Snow Ball. Informações preliminares são de que Ademir Santana estaria envolvido na negociação de um imóvel onde um arsenal de guerra foi flagrado.

Foram expedidos cinco mandados, cumpridos pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Três das cinco ordens são em propriedades do vereador e um de prisão contra Benevides Cândido, que já foi preso em outra fase da Omertà e alegou ser apenas ‘office-boy’. A investigação apura a extorsão que o dono da casa, no Monte Líbano, teria sofrido e onde foram encontradas as armas da milícia, tendo parte de seus integrantes presos na primeira fase da Omertà, em setembro de 2019, quando 21 foram levados para a prisão.

Jornal Midiamax