Política

‘Bomba que o Governo jogou no nosso colo’, diz Simone sobre MP do trabalho

Para a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal, Simone Tebet (MDB), a MP (Medida Provisória) de nº 927 editada nesta segunda-feira (23) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ‘caiu como bomba no colo’ dos senadores. Alvo de polêmicas por todo o País, a proposta – que teve o ponto principal […]

Danúbia Burema Publicado em 23/03/2020, às 16h16 - Atualizado às 16h24

(Senado Federal)
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Para a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal, Simone Tebet (MDB), a MP (Medida Provisória) de nº 927 editada nesta segunda-feira (23) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ‘caiu como bomba no colo’ dos senadores. Alvo de polêmicas por todo o País, a proposta – que teve o ponto principal revogado algumas horas após ser anunciada – ainda terá que passar pelo crivo do Congresso Nacional.

Para Simone, a surpresa foi justamente em relação ao ponto que mais gerou reclamações: a proposta de suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses, sem remuneração. Já os demais pontos, como o teletrabalho, a antecipação de férias e as férias coletivas foram classificados pela senadora sul-mato-grossense como positivos.

Simone adiantou, em entrevista à Rádio CBN, que o País deve entrar em recessão nos próximos meses, com milhões de desempregados. Na avaliação dela, as medidas econômicas têm que ser editadas no sentido de proteger pequenos e médios comerciantes e agricultores. “Subsidiar, prorrogar prazo, facilitar o crédito e dar todas as condições e suporte para que quem produz possa continuar produzindo em período de crise e não feche suas portas”, pontuou.

Para a senadora, o isolamento social ainda deve ser mantido, mas com retomada gradual do sistema de trabalho a partir da próxima semana, em espécie de rodízio. “Se a economia também para por muito tempo, quebra o pequeno e médio comerciante, aumenta desemprego, pobreza, fome e cria uma situação de desordem social e econômica no Brasil”, adiantou.

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