Política

Após denúncias, deputado cobra que Consórcio Guaicurus coloque mais ônibus nas ruas

Após denúncias de passageiros sobre encerramento de linhas do transporte coletivo urbano fora do horário previsto, deixando usuários sem ônibus para voltar para casa, o deputado estadual Antônio Vaz (Republicanos) solicitou ampliação do serviço durante a pandemia do novo coronavírus. Documento foi encaminhado à Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) pedindo aumento...

Danúbia Burema Publicado em 14/05/2020, às 14h49 - Atualizado às 14h53

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Após denúncias de passageiros sobre encerramento de linhas do transporte coletivo urbano fora do horário previsto, deixando usuários sem ônibus para voltar para casa, o deputado estadual Antônio Vaz (Republicanos) solicitou ampliação do serviço durante a pandemia do novo coronavírus.

Documento foi encaminhado à Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) pedindo aumento do número de veículos e ampliação do itinerário das linhas 051, 061, 070, 073, 080, 087, 114, 116, 205, 302, 308. Conforme o pedido, todos esses trajetos acabaram sendo reduzidos em função da pandemia.

A situação tem deixado a pé a população que está trabalhando normalmente. Há dias, o Jornal Midiamax vem recebendo denúncias sobre trabalhadores que encerram expediente e não têm como voltar para suas casas. A situação estaria ocorrendo até nos arredores da região central, atingindo quem trabalha no Shopping Campo Grande, na Avenida Afonso Pena.

“Não podemos atrapalhar quem precisa do salário para sobreviver, muitos saem todos os dias para trabalhar e algumas linhas de ônibus estão circulando somente até as 20h, existe uma necessidade de adequação e ampliação dos horários dessas linhas que irá beneficiar os trabalhadores evitando assim que fique sem ônibus para retornar em suas residências” afirmou o deputado ao fazer a cobrança.

“O ônibus não passou mais”

“Eram 20h40 no General Osório e tinha umas 7 pessoas pra embarcar na plataforma, mas o ônibus não passou mais. Precisei pegar outra linha e caminhar cerca de 3 km para chegar em casa. Não sei o que os outros fizeram, mas isso segue acontecendo”, contou o vendedor Eduardo Galino, de 31 anos, sobre a realidade que os passageiros têm enfrentado.

A precarização do funcionamento das linhas da região foi confirmado com base em uma tabela de motoristas obtida pelo site Ligados no Transporte, que aponta determinação de recolhimento de veículos até três horas antes do final da operação, de pelo menos 13 linhas – o que deixou a vida de quem mora na região basicamente caótica.

Outro fator que está relacionado ao descaso com os passageiros é a frequente diminuição da frota. Em toda a cidade, o Consórcio Guaicurus contava com 591 veículos em 2013. Atualmente, o número é 541. Parte desses veículos pertence à Viação São Francisco, uma das quatro empresas que integra o Consórcio.

Jornal Midiamax