Política

Adiar eleições devido ao coronavírus divide opiniões entre políticos de MS

O coronavírus chegou ao Brasil e em Mato Grosso do Sul em pleno ano eleitoral e só se fala em pandemia, isolamento e toque de recolher. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sugeriu adiar as eleições para conter a disseminação do Covid-19 e a sugestão divide opiniões entre os políticos do Estado. Os pré-candidatos […]

Renata Volpe Publicado em 23/03/2020, às 11h49 - Atualizado em 24/03/2020, às 10h01

Primeiro turno das eleições será em 15 de novembro. (Foto: Arquivo)
Primeiro turno das eleições será em 15 de novembro. (Foto: Arquivo) - Primeiro turno das eleições será em 15 de novembro. (Foto: Arquivo)

O coronavírus chegou ao Brasil e em Mato Grosso do Sul em pleno ano eleitoral e só se fala em pandemia, isolamento e toque de recolher. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sugeriu adiar as eleições para conter a disseminação do Covid-19 e a sugestão divide opiniões entre os políticos do Estado.

Os pré-candidatos a prefeitos têm a mesma opinião: a de que é muito cedo para falar sobre isso. Os deputados federais acreditam que o adiamento é uma boa maneira para conter a disseminação. 

Corrida eleitoral

Pré-candidato a prefeito em Dourados, o deputado estadual Barbosinha (DEM), acredita ser muito prematuro para falar em adiamento, prorrogação. “Temos que esperar, manter cronograma, por enquanto é parte administrativa, burocrática, esperar o andamento para poder discutir o assunto. A Olimpíada está em cima da hora e ainda não decidiram se vão adiar”.

Pré-candidato a prefeito em Campo Grande, Márcio Fernandes (MDB) também acredita ser cedo para iniciar a discussão. “Primeiro temos que resolver a questão da saúde das pessoas. Vamos deixar política para depois que tivermos erradicado esse problema gravíssimo que estamos atravessando. Essa discussão se é agora ou mais tarde, quem vai decidir é o Congresso e TSE, nós aqui apenas teremos que acatar”.

Para Pedro Kemp (PT), que também disputa a prefeitura da Capital como pré-candidato, a proposta de adiamento das eleições é prematura. “Estamos em março e as eleições serão em outubro. Segundo previsões, até lá teremos o controle da pandemia no país. Penso que é uma medida excepcional que poderá ser adotada no caso de o problema se estender por mais tempo. Isso tem que ser avaliado daqui alguns meses e não agora”.

Assomasul

Porém, o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Pedro Caravina, pensa diferente dos pré-candidatos. “Se a gente seguir a projeção do que o Ministério da Saúde faz em relação a pandemia, vai ser impossível ter eleição em outubro”.

Caravina diz que as convenções são em julho e que não tem como ser feita sem público, aglomeração. “São 4 meses para pandemia passar, isso dá em julho, mês em que começam as convenções. Sem falar na questão financeira. Como investir bilhões em campanhas se é preciso conter a pandemia. É incoerente”.

Por fim, Caravina disse que o momento não é de se preocupar com eleição. “Mas infelizmente, se perdurar a situação, não tem outra solução a não ser adiar as eleições e talvez unificá-las em 2022”.

Bancada Federal

O deputado Fábio Trad (PSD) acredita que se tiver eleições em outubro, é possível o descontrole do Covid-19, pois, candidatos a vereadores e prefeitos em todo o Brasil, estarão em contato com inúmeros eleitores e a disseminação do coronavírus vai ser incontrolável. 

De acordo com a deputada Rose Modesto (PSDB), discutir sobre o processo eleitoral é secundário. “A prioridade agora é discutir o combate à epidemia eu defendo que os recursos previsto no orçamento de financiar as eleições sejam destinados para estruturar melhor a rede de saúde. O processo eleitoral, acredito que não é nossa prioridade, se for necessário, sem problema algum adiar”.

O parlamentar Dagoberto Nogueira (PDT) acha prematura a discussão, mas diz não ser contra. “Mas desde que seja esse ano. Vamos aguardar mais um pouco, em 30 dias dá para pensar nisso. Mas se for adiar, que seja para novembro ou dezembro, pois se não, os prefeitos mexem no orçamento do próximo ano e cria problema”.

Jornal Midiamax