Política

‘Vou para o embate com o Renan’: Com apoio do PSDB Simone vai disputar a CCJ no MDB

A rivalidade que se formou dentro da bancada do MDB no Senado, entre a sul-mato-grossense Simone Tebet e o alagoano Renan Calheiros, terá mais um capítulo na tarde desta terça-feira (5). Dessa vez está em disputa a presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). “Eu vou para o embate com Renan. Renan a princípio […]

Ludyney Moura Publicado em 05/02/2019, às 13h06 - Atualizado às 23h01

(Foto: Divulgação/Edilson Rodrigues/Agência Senado)
(Foto: Divulgação/Edilson Rodrigues/Agência Senado) - (Foto: Divulgação/Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A rivalidade que se formou dentro da bancada do MDB no Senado, entre a sul-mato-grossense Simone Tebet e o alagoano Renan Calheiros, terá mais um capítulo na tarde desta terça-feira (5). Dessa vez está em disputa a presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

“Eu vou para o embate com Renan. Renan a princípio queria ser candidato. Mas acho que também depois do lamentável episódio atingindo honra minha família ele ficou descredenciado da bancada. Isso me ajudou também”, afirmou a senadora ao Jornal Midiamax.

De acordo com Simone, o grupo de senadores que apoiam Renan Calheiros, incluindo o próprio ex-presidente do Congresso, visam a presidência da mais importante comissão da Casa, principalmente depois da derrota para David Alcolumbre (DEM-AP).

A sul-mato-grossense classifico como ‘loucura’ a intenção de Renan e seus apoiadores a disputa pela CCJ. “Eu sou candidata (à CCJ) de qualquer forma e acho que hoje já tenho a maioria dentro da bancada para ganhar”, frisou.

Apoio tucano

Uma reunião da bancada do MDB está marcada para o fim da tarde de hoje, e o partido, revelou Simone, só teria caminho livre para a presidência da CCJ se o nome a ser indicado for o dela, caso contrário, a principal comissão do Congresso ficaria no ninho tucano.

“O PSDB queria que eu saísse do partido (MDB) para poder me dar a presidência da CCJ. Eu disse que não sou casuística, que não ia sair do partido para ser presidente de qualquer coisa. Eu ainda vou tentar reinventar o partido ainda esse ano, mostrar que ele está errado, que ele precisa mudar de posicionamento, que ele precisa rever a sua história”, disparou Simone.

Diante da sinalização do PSDB de que abriria mão da CCJ para ela, Simone espera convencer os demais senadores do MDB, maior bancada do Senado, de que Renan não é o melhor quadro do partido para o cargo.

“Eu quero continuar no MDB porque seria a assinatura mais difícil da minha mudar do MDB. Eu vou tentar de tudo para reconstruir esse partido. Agora, se eu não conseguir, não vou ficar em um partido que já saiu de mim”, finalizou Simone Tebet.

Jornal Midiamax