Política

Trapalhada de Gerson Claro pode desmontar maior bloco da Assembleia

Após se posicionar sem consultar os membros do G10 na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) nesta quinta-feira (2), o deputado Gerson Claro (PP) instaurou uma crise política dentro do bloco e a ‘trapalhada’ pode destruir o maior grupo parlamentar da Casa. O conflito se instaurou após o deputado Márcio Fernandes (MDB) conseguir […]

Evelin Cáceres Publicado em 02/05/2019, às 13h10 - Atualizado em 15/07/2020, às 04h17

Os deputados Gerson Claro e Londres Machado, do G10 (Foto: ALMS)
Os deputados Gerson Claro e Londres Machado, do G10 (Foto: ALMS) - Os deputados Gerson Claro e Londres Machado, do G10 (Foto: ALMS)

Após se posicionar sem consultar os membros do G10 na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) nesta quinta-feira (2), o deputado Gerson Claro (PP) instaurou uma crise política dentro do bloco e a ‘trapalhada’ pode destruir o maior grupo parlamentar da Casa.

O conflito se instaurou após o deputado Márcio Fernandes (MDB) conseguir derrubar o parecer da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) para levar a segunda votação seu projeto de porcentagem mínima para a Fundesporte. Desde 2016 o deputado tenta emplacar o projeto, que já foi vetado por duas vezes.

Com 13 deputados na sessão após o feriado, sendo maioria a favor do projeto, o deputado pediu sessão extraordinária para tentar aprovar a proposta. Presidindo a sessão nesta quinta, o deputado Pedro Kemp (PT) consultou as lideranças dos blocos sobre a segunda sessão

O líder do G10, deputado Londres Machado (PSD), não compareceu e se pronunciou por ele o vice-líder, deputado Claro, que posicionou-se contra a ideia, enfurecendo os membros do bloco.

João Henrique (PR), Neno Razuk (PTB) e Lucas de Lima (SD) afirmaram até mesmo deixar o bloco após não serem consultados. “Não existe grupo com decisão isolada, autoritária e sem educação”, disse Henrique.

Os três afirmaram que vão consultar o líder, Londres Machado, antes de definirem a saída. Segundo os mesmos deputados, Evander Vendramini (PP) já teria tomado a decisão de deixar a unidade política.

Com isso, o bloco ficaria com nove deputados, se igualando ao G9 na quantidade de membros e deixando de ser o maior da Assembleia. Caso os deputados decidam deixar o G10, não haveria nem mínimo para manter o bloco, que deve ter ao menos oito parlamentares.

Lídio Lopes (Patriota), do bloco G9, Conversou com os deputados e os convidou para integrar o bloco, que é composto pelos deputados Márcio Fernandes, Cabo Almi (PT), Eduardo Rocha e Renato Câmara (MDB), Lídio Lopes (PATRI), Zé Teixeira e Barbosinha (DEM), Pedro Kemp (PT) e Name (PDT). Os deputados Londres Machado e Evander Vendramini não atenderam as ligações para comentar o assunto.

Pela assessoria, o deputado Claro afirmou que se manifestou enquanto liderança “e não entendo urgência na tramitação do projeto, foi contra apenas a abertura de uma sessão extraordinária sem quórum”.

Jornal Midiamax