Política

Ministra diz que Brasil quem definiu acordo com UE e que propaganda contra agrotóxico é ‘fake news’

Em Mato Grosso do Sul para a entrega de patrulhas para agricultura familiar, a ministra Tereza Cristina afirmou que o Brasil foi quem ‘bateu o martelo’ no acordo com a UE (União Europeia) e minimizou a recente polêmica envolvendo a liberação de mais de 30 agrotóxicos. “Foi o Brasil quem bateu o martelo com a […]

Evelin Cáceres Publicado em 08/07/2019, às 14h13

(Foto: Marcos Ermínio | Jornal Midiamax)
(Foto: Marcos Ermínio | Jornal Midiamax) - (Foto: Marcos Ermínio | Jornal Midiamax)

Em Mato Grosso do Sul para a entrega de patrulhas para agricultura familiar, a ministra Tereza Cristina afirmou que o Brasil foi quem ‘bateu o martelo’ no acordo com a UE (União Europeia) e minimizou a recente polêmica envolvendo a liberação de mais de 30 agrotóxicos.

“Foi o Brasil quem bateu o martelo com a União Europeia. Nós alimentamos 190 países. Sobre o Mercosul, a agricultura vai ter que ser mais competitiva, mas principalmente para os pequenos [produtores]. Vamos ver o que temos de bom: mel, pimenta, rapadura. Uma série de produtos que poderão competir de igual para igual para outros países que já acessam esse mercado. Fora os produtos que tiveram cota zero de imposto que hoje podem entrar nos 27 países da União Europeia”, disse.

Agrotóxicos

“Existe uma propaganda contra que eu diria que é fake news. Não mudamos nada na Legislação. É a mesma há 30 anos e precisa ser mudada. O que houve foi uma mudança na metodologia de registros que ficavam parados ideologicamente, O Brasil está liberando produtos”, resumiu.

Até 14 maio deste ano, foram aprovados 169 produtos, número que supera o total de 2015. Dos agrotóxicos registrados neste ano, nenhum é inédito. Mais da metade (52%) são cópias de princípios ativos aprovados anteriormente.

Do total, segundo levantamento feito pelo Greenpeace, a minoria (5%) são produtos biológicos, à base de organismos vivos, como fungos e bactérias – alguns deles podem ser usados até em orgânicos. Desse total, no entanto, 48% são classificados como alta ou extremamente tóxicos, conforme o levantamento.

Jornal Midiamax