Política

Imasul garante que rompimento de barragens de Corumbá não afetaria moradores

Após vistoria realizada na quarta-feira (30) nas barragens de minério localizadas em Corumbá – a 417 km de Campo Grande –, o diretor-presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Ricardo Eboli, garantiu que, em caso de rompimento, os rejeitos não afetariam a população do município. “Uma coisa temos certeza: a […]

Daiany Albuquerque Publicado em 31/01/2019, às 07h58 - Atualizado às 18h21

Técnicos do Imasul comandaram vistoria em barragens de Corumbá (Foto: Edemir Rodrigues/Segov)
Técnicos do Imasul comandaram vistoria em barragens de Corumbá (Foto: Edemir Rodrigues/Segov) - Técnicos do Imasul comandaram vistoria em barragens de Corumbá (Foto: Edemir Rodrigues/Segov)
Imasul garante que rompimento de barragens de Corumbá não afetaria moradores
Técnicos do Imasul comandaram vistoria em barragens de Corumbá (Foto: Edemir Rodrigues/Segov)

Após vistoria realizada na quarta-feira (30) nas barragens de minério localizadas em Corumbá – a 417 km de Campo Grande –, o diretor-presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Ricardo Eboli, garantiu que, em caso de rompimento, os rejeitos não afetariam a população do município.

“Uma coisa temos certeza: a população urbana de Corumbá e Ladário não seriam afetadas em caso de um incidente em uma das barragens”, afirmou Eboli.

Um diagnóstico preliminar do que foi visto e levantamento quanto às condições físicas e de segurança das barragens será divulgado em 15 dias e será encaminhado ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), órgão responsável pelo licenciamento das barragens. “É preciso cautela, não podemos nos precipitar em conclusões sem um parecer de cada órgão que participa desse grupo de trabalho”, explicou.

O grupo de trabalho foi coordenado pelo Imasul, vinculado à Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e vistoriou nesta quarta-feira as nove barragens de resíduos de minério de ferro e manganês existentes em Corumbá, com o acompanhamento do MPF (Ministério Público Federal).

A inspeção durou mais de oito horas, começando pela mineradora Vetorial e terminando na Vale. Os técnicos afirmaram que, diante da complexidade dos sistemas, qualquer julgamento antecipado poderia comprometer o trabalho.

A procuradora da República, Maria Olívia Pessori Junqueira, participou da vistoria, declarando apenas que a visita e o diagnóstico a ser apresentado pelo Imasul serão importantes para as investigações realizadas pelo MPF para apurar as condições de operacionalidade das barragens e o plano de atendimento emergencial à população situada na área de risco.

Segundo o Governo do Estado, a vistoria foi iniciada na barragem Sul, situada na Mina Laís, na morraria de Urucum, a maior da Vetorial, com sua capacidade máxima de 800 mil metros cúbicos, com projeto para ser ampliada para 1 milhão de metros cúbicos. Em caso de rompimento, essa barragem atingiria dois córregos e a lama se estendia por 7 km.

Em seguida, o grupo visitou a barragem Monjolinho, localizada na morraria de Santa Cruz, com capacidade para 150 mil metros cúbicos.

A principal barragem da Vale, a Gregório, que fica na morraria de Santa Cruz, tem capacidade para 9 milhões de metros cúbicos e opera há 27 anos sem apresentar problemas. Os técnicos da empresa mostraram outras barragens com rejeito seco, em processo de retomada operacional, e também unidades que estocam rejeitos de manganês, em menor escala em relação ao minério de ferro. Essas barragens estão situadas às margens da BR-262, em Urucum.

Participaram da vistoria a prefeitura de Corumbá, Defesa Civil do Estado e do Município, Corpo de Bombeiros, Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), PMA (Polícia Militar Ambiental), MPT (Ministério Público do Trabalho) e a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Corumbá. (Com assessoria)

Jornal Midiamax